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Cadáver de boto gera mal entendido e até IML é acionado, em Novo Airão

Casal que encontrou o corpo do animal enrolado em uma lona plástica pensou que se tratava de um cadáver humano e chamou a polícia 08/09/2015 às 20:41
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Fefa, como foi batizada por Marilda Medeiros, morreu há um mês e foi enterrada próximo à praia do Sarará, em Novo Airão
Kelly Melo ---

O cadáver de um boto vermelho, encontrado em um terreno no Município de Novo Airão (a 180 quilômetros de Manaus), mobilizou as polícias Militar, Civil e o Instituto Médico Legal (IML), na última segunda-feira (7). No entanto, o caso não passou de um mal-entendido.

De acordo com a Polícia Militar, em Novo Airão, um casal entrou na mata, próximo à praia do Sarará, para colher cipó e, ao perceberem  uma cova encontraram um volume enrolado em uma lona plástica.

Eles acreditaram se tratar de um cadáver humano. Desconfiados, o casal acionou a Polícia Civil, que chamou  uma equipe do Instituto Médico Legal (IML), em Manaus. A equipe saiu da capital, para realizar a remoção na Região Metropolitana, mas antes mesmo da viatura chegar em Novo Airão, os policiais verificaram que se tratava de um animal, e não tiveram tempo de abortar a missão do IML, por falta de sinal na telefonia na estrada.

A CRÍTICA tentou contato com o delegado do 77º Distrito de Polícia do município, José Lázaro Ramos, mas ele não atendeu as ligações, para explicar o porquê de terem acionado o IML.

Sem respostas

Responsável pelo enterro do boto vermelho, a comerciante e ambientalista Marilda Medeiros, a “Marilda dos Botos”, contou que o animal,  uma femêa batizada de  Fefa, apareceu morta no mês passado. A causa da morte é desconhecida, mas pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)  coletaram material genético do animal para identificar as causas da morte.

“Até hoje não sabemos o que aconteceu com a Fefa porque ninguém deu uma resposta. E do mês passado para cá, três botos foram encontrados mortos e nós não sabemos quais as reais causas”, contou.

A cuidadora de botos também esclareceu o mal-entendido e disse que a Fefa havia sido enterrada no terreno, conhecido por eles como “cemitério dos botos”, mas por falta de conhecimento, o casal fez um falso alarde. “É um absurdo os policiais não saberem a diferença entre uma pessoa e um animal”, comentou. Segundo Marilda, Fefa tinha mais de 20 anos.

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