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Amazônia
Vazante

Defesa Civil visita municípios afetados pela vazante no Sul do Amazonas

O secretário executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Fernando Pires Júnior, informou que atualmente a preocupação é destinada à calha do Purus, principalmente ao município de Boca do Acre 16/08/2016 às 10:26
Show vazante
Técnicos da Defesa Civil do Amazonas visitam, a partir de hoje, municípios do Purus, Jurá e Madeira, que sofrem com a vazante (Jean Leite / colaborador)
Isabelle Valois Manaus (AM)

A vazante no sul do Amazonas começa afetar criações de gados, agricultura e o transporte de cargas na região. Conforme a Defesa Civil do Estado, três calhas de rios (Purus, Juruá e Madeira) estão em estado de alerta. Hoje, técnicos da Defesa Civil visitarão os municípios afetados para traçar os planos de trabalho que serão executados, caso a situação se agrave.

O secretário executivo da Defesa Civil do Estado, coronel Fernando Pires Júnior, informou que atualmente a preocupação é destinada à calha do Purus, principalmente ao município de Boca do Acre. Ontem, o rio atingiu a cota de 14,46 metros e ficou a 97 centímetros para atingir a cota da vazante histórica que é de 13,49 metros.

“Faltam 97 centímetros e estamos acompanhando de perto e traçando planos de trabalho, de reabastecimento para as comunidades, para evitar que os danos se agravem, afirmou o secretário. 

Até ontem, 15 municípios estavam em estado de alerta e dois municípios em estado de atenção por conta da vazante deste ano.

Além dos técnicos da Defesa Civil, os municípios  também vão colaborar, elaborando os planos de trabalhos emergenciais e planos de reabastecimento dessas localidades. “Nossos técnicos irão nos manter informados sobre toda a situação diariamente, para que possamos participar de todas as decisões que serão adotadas sobre a situação de cada município”, reforçou Pires.

Agricultura afetada

As criações de gados e produções de agricultores começaram a ser afetados com a vazante que ocorre no sul do Amazonas. Conforme o presidente do Sindicato Rural do Sul do Amazonas (Sindisul), Carlos Roberto Koch, o fato de neste ano não ter ocorrido grandes cheias colaborou com a extensão dos pastos para o gado, porém com a atual situação de vazante, a preocupação é com as plantações que não cresceram, devido a escassez de chuva. 

“O fundamental para o crescimento das plantações é a chuva, e por enquanto estamos desassistidos. Essa situação pode prejudicar no crescimento das plantações, mas por enquanto nada é alarmante”, comentou Koch.

O presidente informou que toda a situação é repassada para os representantes municipais para que estejam cientes  e busquem meios de evitar problemas mais sérios e busquem soluções, caso seja necessário.

Baixo nível do Madeira dobrou tempo de viagem de barco

Com o baixo nível das águas no sul do Amazonas, embarcações tem reduzido cerca de 30% da capacidade de cargas transportadas para continuar navegando. As dificuldades de navegação quase que dobraram o tempo de viagem.  O Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), informou que o baixo nível do rio Madeira tem gerado restrições para navegação fluvial como também ocasionou impactos negativos no transporte de passageiros em barcos.

“O tempo de viagem aumentou e as empresas de navegação precisam reduzir cerca de 30% da capacidade de cargas transportadas nas embarcações para continuar navegando”, informou a entidade.

A Marinha do Brasil restringiu a navegação na Hidrovia do Madeira entre Porto Velho e Humaitá. Houve suspensão da navegação noturna de comboios de embarcações em trecho do rio situado em Rondônia.

Visita Técnica

A Defesa Civil do Estado informou que os municípios de Beruri (calha do Purus) e Juruá (calha do Juruá) estão em estado de atenção e outros 15  estão em estado de alerta. Todos irão receber equipes técnicas da Defesa Civil para traçar os planos de trabalho  que serão executados neste período.

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