Domingo, 23 de Fevereiro de 2020
Amazônia

Canutama entra em situação de emergência devido a cheia dos rios do Amazonas

Com mais esse município, sobe para seis o número de cidades em emergência no Estado. Segundo a Defesa Civil do Estado, 60% das casas da área urbana já foram atingidas



1.jpg Já na área rural de Canutama 369 famílias foram afetadas
23/02/2015 às 14:49

A cidade de Canutama, distante a 615 quilômetros de Manaus, decretou situação de emergência por conta da cheia do rio, na última sexta-feira (20). A Defesa Civil do Amazonas enviou agentes do órgão para avaliação técnica no município, localizado na calha do Rio Purus.

Na avaliação, constatou-se que 60% das casas da área urbana de Canutama já foram atingidas pela subida natural dos rios, e na área rural 369 famílias foram afetadas. Com mais esse município, sobe para seis o número de cidades em emergência no Estado devido a cheia.



As outras cidades também em situação de emergência são Envira, Eirunepé, Guajará, Itamarati e Ipixuna, onde a subida dos rios já atingiu nove mil famílias.

“Com o decreto de emergência e posterior homologação pelo Governo do Estado, o município de Canutama passará a integrar o nosso cronograma de ajuda humanitária e apoio ao que for necessário”, enfatizou o Secretário da Defesa Civil do Estado, coronel Roberto Rocha.

Em Canutama, os agentes prestaram orientação à prefeitura local quanto ao preenchimento do Formulário de Informação do Desastre (Fide), documento oficial que informa a Defesa Civil Nacional o cenário local, a área afetada, danos humanos, materiais e ambientais e prejuízos sócioeconômicos.

Boca do Acre

Em Boca do Acre, também no Purus e que está em estado de atenção, o desbarrancamento da orla do município também foi avaliado durante a visita dos engenheiros da Defesa Civil do Estado, neste fim de semana. Aproximadamente 150 metros da orla da cidade estão comprometidos, afetando de forma iminente 21 casas.


Em outra área, de 260 metros, o desbarrancamento já afetou 65 famílias. A orientação do órgão à prefeitura e à Defesa Civil Municipal foi a remoção imediata das famílias que vivem nestas localidades. Conforme o Sistema Nacional de Defesa Civil é de responsabilidade do município a primeira resposta ao desastre.

*Com informações da assessoria de imprensa


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