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Capaz de cicatrizar úlceras e evitar a amputação, gel à base de gengibre será comercializado

O gel foi descoberto por meio de uma pesquisa realizada pelo farmacêutico e bioquímico do Inpa Carlos Cleomir de Souza  23/09/2015 às 20:42
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Pesquisador do Inpa, Carlos Cleomir apresentou o gel à base do gengibre amargo, que em breve será comercializado
Isabelle Valois Manaus (AM)

Em menos de sete meses, o gel produzido à base de Zingiber zerumbet (gengibre amargo), que possibilita a cicatrização de úlceras diabéticas e evita a amputação do local do ferimento, estará no mercado para comercialização. O gel é resultado de uma pesquisa realizada pelo farmacêutico e bioquímico do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) Carlos Cleomir de Souza e foi apresentado na manhã desta quarta-feira, 23, na Cessão de Tempo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), localizada na Zona Centro-Sul.

Desde o início da pesquisa sobre o desenvolvimento do gel foram realizados vários testes em pessoas que possuem úlcera crônica provocada pela diabetes. Dos casos estudados, em que foram realizados o tratamento na primeira fase clínica com o gel, 95% dos pacientes tiveram as úlceras cicatrizadas. “A maioria desses pacientes já estava com um risco cirúrgico, perto de chegar à amputação, e graças aos nossos produtos,  conseguimos reverter esse quadro”. explicou.

Mas há outras fases da pesquisa que necessitam ser realizadas para o produto entrar de vez em circulação no mercado e auxiliar no tratamento das úlceras. “Só vamos conseguir uma certeza da cura, com o processo de cicatrização total, sem reincidência, nas próximas fases da pesquisa, porém só a primeira fase já nos mostrou um potencial na  eficácia do produto, com os dados apresentados”, disse o pesquisador.

Parceria

Conforme Cleomir, eles estão acertando uma parceria com uma empresa que deve certificar o produto e registrá-lo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para o pesquisador, em menos de sete meses o processo de certificação já estará concluído, e eles terão a matéria-prima para realizar as primeiras unidades voltadas para as unidade do Sistema Único de Saúde (SUS).

A ideia de Cleomir é que todos os pacientes que tenha uma lesão, úlcera de diabetes ou que tenham as feridas nos pés - consideradas as mais difíceis de cicatrização - possam ser os primeiros a receberem o tratamento com o gel de gengibre amargo.

A Cessão de Tempo foi requerida pelo presidente da ALE-AM, o deputado Josué Neto (PSD). Para o deputado, a partir de pesquisas e da empregabilidade dessas pesquisas teremos a noção da existência da cura de doenças que tanto circulam na sociedade. “A ideia é de divulgar esse trabalho para que a população tenha o acesso e os órgãos e instituições do Estado possam apoiar trabalhos de interesse social”, disse.

Aprovado

O gel de gengibre amargo também tem se mostrado eficaz no tratamento de câncer, por sua capacidade de bloquear o desenvolvimento de células cancerígenas.

 Dedicação

Carlos Cleomir de Souza é farmacêutico e bioquímico de profissão e há 43 anos vem dedicando diariamente seus dias em pesquisas pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA).


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