Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019
Amazônia

Cheia atinge mais de 113 mil pessoas em 18 municípios do AM

Zonas rurais dos municípios são as mais prejudicadas em locais em situação de emergência. Comunidades inteiras estão isoladas



1.jpg Benjamin Constant em ´Estado de Alerta´
16/05/2013 às 12:12

A cheia dos rios do Amazonas atingiu até está semana 113.263 pessoas em 18 municípios que estão em situação de emergência. Destes, 14 tiveram a situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) até o último dia 9. Outros quatro municípios, apesar de viverem a emergência atualmente, ainda estão sob análise da secretaria nacional.

A situação mais grave ocorre no rio Solimões. São 22.648 famílias que ficaram desabrigadas e passaram a receber ajuda humanitária do Subcomando Estadual de Ações de Defesa Civil (Subcomadec). O último município a entrar para a lista foi Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus), conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU) da semana passada. A Zona Rural é a mais atingida em todos os municípios monitorados pela Defesa Civil. Na maioria dos casos, residências e comércios ficaram parcial ou totalmente submersas. Estradas, pontes e moradias continuam desaparecendo com a subida dos rios. A tendência, conforme a Defesa Civil Estadual é o número de pessoas prejudicadas aumentar, visto que, outros municípios estão em situação de atenção devido a subida das águas.

Na próxima semana, as coordenadorias municipais da Defesa Civil enviarão a atualização dos dados da cheia ao Subcomadc e o total de pessoas afetadas também sofrerá acréscimo. O órgão ressaltou que a ajuda humanitária foi enviada para a maior parte dos municípios. Os primeiros beneficiados foram os sete municípios da região do Juruá. Outra remessa de produtos de primeira necessidade, tais como alimentos, remédios e de higiene pessoal, será enviada nas próximas semanas.

Enquanto algumas cidades não se prepararam para a cheia, outras como Benjamim Constant e Tabatinga anteciparam as medidas preventivas que evitaram maiores danos. Conforme o Subcomadec, desde março a Prefeitura de Benjamim passou a construir pontes e marombas, piso elevado de madeira feito em casas alagadas, prevendo uma grande cheia. O mesmo exemplo foi seguido por Tabatinga. Segundo o órgão, outras cidades como Itacoatiara e Parintins estão em atenção, mas as prefeituras ainda não informaram se a situação  pode ser considerada de emergência para a população.

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