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Cheia de 2015 poderá ter média igual ou superior à registrada em 2012, diz Serviço Geológico

Em 2012 o Amazonas registrou a maior cheia nos últimos 110 anos, quando o nível do Rio Negro atingiu a cota de 29,78 metros acima do nível do mar e atingiu mais de 100 mil famílias no Estado 28/02/2015 às 10:30
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Marco Antônio Oliveira, à frente da CPRM, explica a situação do Estado para parlamentares: nas últimas duas semanas, sete municípios amazonenses decretaram estado de emergência e outras oito cidades estão em estado de alerta
acritica.com Manaus (AM)

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível da água do Rio Solimões no município de Tabatinga (distante 1.108 quilômetros de Manaus) é “o farol de alerta” para o nível dos rios no resto do Amazonas. “Tudo que acontece lá vai se refletir no resto da bacia nos meses seguintes. E a situação é de rio alto, acima das cheias de 2012 e 1999. Então pra nós já está sinalizado que teremos uma cheia grande”, declarou Marco Antônio Oliveira, superintendente do órgão, ao presidente da Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), deputado Platiny Soares (PV), na manhã desta sexta-feira (27).

“É preciso ver que temos um sistema de alerta que monitora a subida das águas dos rios. E as cheias já são esperadas. Em Manaus a gente consegue fazer uma previsão de até dois meses e meio de antecedência de como será a amplitude da cheia de junho (no Amazonas)”, acrescentou Marco Antônio. O CPRM marcou para o dia 31 de março a divulgação do "boletim de alerta" da intensidade da cheia de 2015.

Para o deputado Platiny Soares, a informação do CPRM garantirá à Comissão de Assuntos Municipais a possibilidade de antecipar uma agenda positiva com os prefeitos e representantes das comissões municipais de Defesa Civil, para evitar a utilização excessiva de decretos de calamidade ou emergenciais.

“Entre a cheia de maior amplitude e de menor existe uma média de subida dos rios. Então as políticas públicas precisam ser planejadas para essa média. Não existe motivos para emergências ou trabalhos de última hora como se a cheia estivesse ocorrendo a primeira vez. É nesse viés que trataremos a cheia e, consequentemente, a seca, a partir de agora no âmbito estadual”, disse Platiny.

Estado de Emergência

Nas últimas duas semanas, decretaram estado de emergência os municípios de Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Envira, itamarati, Carauari e Canutama. Estão em estado de alerta os municípios de Atalaia do Norte, Benjamim Constant, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Amaturá, Santo Antônio do Iça, Tonantins e Boca do Acre. Em estado de atenção está o município de Tapauá.

Em 2012 o Amazonas registrou a maior cheia nos últimos 110 anos, quando o nível do Rio Negro atingiu a cota de 29,78 metros acima do nível do mar e atingiu mais de 100 mil famílias no Estado. Segundo o coordenador da Comissão de Assuntos Municipais, Júlio Cesar, o trabalho da comissão no enfrentamento aos reflexos da cheia será dividida em quatro etapas.

A primeira será garantir que todos os municípios recebam informações técnicas dos eventos naturais dos órgãos de monitoramento climático; segundo, orientar na elaboração de projetos de prevenção, socorro e recuperação; terceiro, fiscalizar para que as ações sejam realizadas pelos prefeitos e quarto, fiscalizar a aplicação dos recursos públicos gastos com a cheia, tanto pelos municípios quanto pela Defesa Civil Estadual e Municipal.

“A Defesa Civil do Estado foi convidada pra esta reunião, porém não compareceu e muito menos enviou representante. O que deixa a Comissão de Assuntos Municipais preocupada, porque ficamos sem certeza se as informações trabalhadas por eles são fidedignas, quando não apresentam para a Assembleia Legislativa o programa de atuação. Ficamos sem poder avaliar e colaborar para melhorar o serviço à população”, disso Júlio Cesar.

Compareceram à reunião e entregaram um panorama climático do Amazonas para o próximo trimestre os representantes do Sistema de Proteção da Amazônia, Ricardo Delarosa e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Flávio Natal. Enviaram representantes o 9º Distrito naval, o Comando Aére Nacional (Comar) e Comando Militar da Amazônia (CMA).

*Com informações da assessoria de imprensa

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