Sábado, 16 de Novembro de 2019
Amazônia

Cheia do rio Negro sinaliza vazante no Amazonas

Com sinais característicos de início da vazante, vistos em 112 anos no porto, ele deve começar a baixa em duas semanas, segundo previsão do encarregado do Serviço Hidrológico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva



1.jpg Encarregado do Serviço Hidrológico do Porto de Manaus, Valderino Pereira diz que há 99% de certeza de que processo de vazante está para iniciar na região
13/06/2014 às 09:07

Após atingir a marca de quinta maior cheia da história, o rio Negro deve começar a baixar nas próximas duas semanas. A previsão é do encarregado do Serviço Hidrológico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, que monitora o comportamento do rio Negro há 45 anos. Ele não costuma fazer previsão, uma vez que trabalha com dados exatos, porém, afirmou ontem que há 99% de certeza que a vazante deve começar em breve. “É quase certeza absoluta que o rio vai começar a baixar nas próximas semanas. Ele ficou parado depois subiu só um centímetro e não deve demorar para começar a baixar”, disse.

Conforme Valderino, o rio Negro apresentou vários sinais característicos de início de vazante vistos em 112 anos de monitoramento indicando que chegou ao pico, podendo mudar pouco. Ontem, por exemplo, o rio Negro subiu um centímetro depois de três dias parado e atingiu a marca de 29,47 metros. A cota está 15 centímetros acima da registras na mesma em 2013 quando o rio chegou a 29,32 metros. Comparado à máxima do ano passado de 29,33, o rio ultrapassou 14 centímetros. Para atingir a máxima de 2012, anos da maior cheia, faltam 50 centímetros e 2009, segunda maior cheia, faltam 30 centímetros. Para a máxima de terceira maior registrada em 1953, faltam 21 centímetros.



Segundo Valderino, é improvável que o rio Negro atinja qualquer uma das três marcas este ano. Ele acredita que as influências de chuva e de vazão de outros rios que o Negro poderia sofrer foram registradas e neste momento a atenção se volta para o início da vazante.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o fim da enchente ocorre costumeiramente em meados de junho ou até o dia 15. Em 112 anos de monitoramento do rio, 76% das cheias na capital ocorreram em junho, 19% em julho e apenas 6% em maio.

Em contrapartida, 43% tiveram o valor mínimo anual no mês de outubro, 35% em novembro, 10% nos meses de janeiro e dezembro e 1% nos meses de fevereiro e setembro.

Embora a cheia deste ano não tenha sido tão grande, em Manaus, em comparação com as anteriores, causou transtornos para a população inundando parcialmente 11 bairros distribuídos pelas Zonas Leste, Sul e Oeste.


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