Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Amazônia

Chuvas continuarão abaixo da média e CPRM descarta grande cheia para a Amazônia

Mesmo com o início do período chuvoso, as previsões do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mostram que a região terá uma enchente abaixo da média dos últimos anos, em função dos efeitos climáticos do ‘El Niño’. Influência do fenômeno climático deve continuar até o final do primeiro semestre



1.jpg Segundo o Serviço Geológico do Brasil, os rios não devem subir tanto como nos últimos anos
25/02/2016 às 17:37

As chuvas que tem caído em Manaus, nesses últimos dias, podem indicar que o início do período chuvoso realmente vai começar no Amazonas. Porém, como previsto, as precipitações serão abaixo da média por conta da influência do fenômeno climático El Niño. As informações são do superintendente regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), em Manaus, Marco Antônio de Oliveira.

De acordo com ele, mesmo que o El Niño dure até abril como as previsões indicam os efeitos devem continuar no Estado. A normalidade deve ocorrer a partir do segundo semestre. Mas, assim como o fenômeno influenciou na seca, também deve impactar na cheia da região. “Tivemos uma vazante, no ano passado, acima da média e as previsões mostram que teremos uma enchente abaixo da média dos últimos anos”, revelou.

Marco Antônio explicou que as bacias dos rios Juruá, Purus, Madeira e o próprio Solimões estão no período normal de enchente por serem influenciadas pelo Hemisfério Sul, que também se encontra em estação de cheia. Já a calha do rio Negro (com exceção de Manaus), está em processo normal de estiagem assim como ocorre nos rios Branco (Roraima) e Orinoco (Venezuela), porque é influenciada pelo Hemisfério Norte, e este também passa por essa atipicidade.

Ontem, depois de 21 dias secando, o rio Negro voltou a encher. Subiu dois centímetros e atingiu a cota de 19,63 metros, de acordo com dados do Serviço de Hidrologia do Porto de Manaus. Mas no mesmo período do ano passado, o nível do rio estava em 24,83 metros. O Negro vinha em processo de seca desde o dia 4 deste mês e secou 53 centímetros até o último dia 24.

Por conta da estiagem registrada no rio Negro, os municípios de Presidente Figueiredo, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira continuam em situação de emergência e recebendo ajuda do Governo do Estado. Mas a situação deve melhorar com a ocorrência de chuvas para as próximas semanas nessa região, conforme informou a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema).

Ainda de acordo com a pasta, no período de 15 a 22 de fevereiro, o número de focos de calor reduziu com a ocorrência de chuva, quando comparado ao mês de janeiro. Nesse período o Amazonas registrou 134 focos. Dos 62 municípios do Estado, 20 apresentaram ocorrência de focos de queimadas. Barcelos apresentou a maior ocorrência de focos para o período analisado com 77 registros, seguido de Santa Isabel do Rio Negro com 10 focos e em terceiro Novo Airão, com oito registros.

Cooperação contra as queimadas

O termo de cooperação que formaliza compromissos para o combate a queimadas e o desmatamento no Amazonas, apresentado durante o Fórum Permanente de Secretários Municipais de Meio Ambiente, no último dia 17, ainda não foi assinado. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema), devido às adequações que estão sendo feitas para o mais rápido possível ser formalizado junto aos gestores de cada município.

Conforme a Sema, surgiram sugestões importantes dos participantes que estão sendo inseridas no documento incidindo na sua ampliação. E a adequação do termo reflete a proposta democrática de ouvir cada representante dos municípios, analisar e acatar suas propostas visando à preservação das riquezas naturais do Estado. As melhorias ampliam os compromissos que cada gestor deve assumir contra as queimadas e desmatamento.

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