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Amazônia
ESTADO DE ALERTA

Em Apuí e em Santo Antônio do Matupi, balsas enfrentam dificuldades

Efeitos da estiagem atingem 15 municípios do Amazonas, segundo a Defesa Civil. De acordo com o órgão, baixo índice de chuvas no primeiro semestre motivou o baixo nível dos rios 15/08/2016 às 16:34 - Atualizado em 15/08/2016 às 16:36
acrítica.com Manaus (AM)

A travessia no rio Madeira e o abastecimento em municípios e comunidades do Sul do Amazonas estão ameaçados em virtude da estiagem deste ano, que já começa a mostrar seus efeitos. Em Apuí e em Santo Antônio do Matupi, balsas enfrentam dificuldades para fazer a travessia. Em Humaitá, balsas com alimentação e combustível também enfrentam dificuldades para trafegar no rio Madeira. Há filas de caminhões à espera das embarcações.

Na última quinta-feira (11), a Defesa Civil do Amazonas emitiu “Estado de Alerta” para mais quatro municípios do estado devido à estiagem. No total, 15 municípios das calhas do Juruá, Purus e Madeira estão em estado de alerta, conforme a Defesa Civil, estágio que pode evoluir para “Situação de Emergência”.

De acordo com o órgão, o baixo índice de chuvas no primeiro semestre é um dos motivos que agravou o baixo nível dos rios. Entraram em “Estado de Alerta” os municípios de Humaitá, Manicoré, Apuí e Novo Aripuanã, que se juntam aos municípios de Boca do Acre, Pauiní, Lábrea, Canutama, Tapauá, Guajará, Ipixuna, Envira, Eirunepé, Itamarati e Carauari. Permanecem em “Estado de Atenção” os municípios de Beruri e Juruá.

“Assim como as calhas do Juruá e Purus, o Madeira entra em Alerta. Nessa fase, estamos realizando as orientações às Prefeituras quanto aos procedimentos preparatórios de resposta para um possível agravamento do desastre natural, o que envolve o levantamento de dados sobre as necessidades específicas da população, bem como o levantamento de ações governamentais (estadual e federal)”, explicou o secretário executivo do órgão, coronel Fernando Pires Junior, na ocasião em que a Defesa Civil emitiu o “Estado de Alerta” para mais quatro municípios.

Conforme o Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil do Estado (Cemoa), a situação dessa calha, que está em período de estiagem natural, foi potencializada por uma massa de ar seco que inibiu a ocorrência de chuvas nessa região. O órgão tem como base os dados oficiais do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).

Dragagem

Na última sexta-feira, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) concedeu licença para a empresa de balsas realizar a atividade de dragagem em alguns pontos do rio Madeira a fim de aumentar a profundidade do rio e facilitar a navegação das embarcações enquanto durar o período de estiagem.

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