Sábado, 17 de Agosto de 2019
Amazônia

Combate a praga salva quase 2 mil árvores em Manaus

Espécie de planta parasita, chamada erva de passarinho, era extraída de forma pontual até 2012, mas este ano se tornou parte de um programa permanente na atual gestão da PMM



1.gif Este ano, menos árvores tombaram em relação ao ano passado, segundo a Semmas, por conta da manutenção feita
07/05/2013 às 08:27

Mais de 1,7 mil árvores que sofriam pela infestação de erva passarinho, espécie de planta parasita capaz levar as árvores à morte, foram salvas somente nos cinco primeiros meses deste ano, contra 60 casos registrados em todo o ano passado.

A extração das ervas que era feita de forma pontual até ano passado, se tornou parte de um programa permanente na atual gestão da Prefeitura de Manaus, que prevê um trabalhado de manejo da arborização.

Se o trabalho anterior previa apenas a retirada das ervas, atualmente é feito também a poda da árvore e elevação da copa para dar equilíbrio e impedir o tombamento da espécie. No caso de uma árvore precisar ser retirada, o plantio de uma nova é feita imediatamente.

O trabalho da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) é feito em parceria com a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) e a Eletrobras Amazonas Energia. A concessionária cede os equipamentos, como um caminhão com guindaste, utilizado para alcançar a copa das árvores.

Segundo o diretor de arborização e paisagismo da Semmas, Heitor Liberato, o combate à praga só tem eficácia quando realizado de forma técnica e com equipamentos específicos como está sendo desenvolvido este ano. A partir do retirada da erva, as árvores são visitadas regularmente para manutenção, a fim de evitar o retorno da praga.

Liberato explicou que a erva de passarinho é altamente prejudicial às árvores porque suga os nutrientes dela e passa a competir por luz, além de reduzir a taxa fotossintética da árvore. “Uma árvore sem luz não realiza fotossíntese e não produz alimento para ela mesma”, disse.

Ele ressalta que são os pássaros que disseminam a erva por toda a parte e, por isso, dão o nome a praga. “A semente tem uma cola e fica presa ao pé do passarinho, que a leva para outra árvore. É um problema que não é só de Manaus. Do Rio Grande Sul até o Amapá temos esse problema de erva, tanto na área urbano quanto na rural”, disse Liberato.

Segundo ele, o manejo é fundamentalmente para o prolongamento da vida da árvore. Nele, a erva de passarinho passou a ser controlada. Ele estima que em oito meses, com base no ritmo atual do manejo, a quantidade de árvores infestadas pela erva de passarinho cairá a números mínimos em toda a cidade. “A erva é retirada, a árvore é equilibrada com a poda e fazemos manutenção constante dos locais que visitamos. É um trabalho em conjunto com Amazonas Energia porque muitas vezes a árvore está em conflito com a rede elétrica e, para solucionar esse problema, a concessionária é fundamental”, disse.

Atualmente a Semmas realiza o manejo nas margens do igarapé da Compensa, próximo à Prefeitura e na Cachoerinha. A ação emergencial é para evitar o rompimento do talude do igarapé, com o tombamento das árvores descompensadas pelo peso da erva de passarinho. O trabalho é feito aos finais de semana.

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