Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
energia sustentável

Comunidades do povo Munduruku recebem sistemas de energia solar

As aldeias ficam na Terra Indígena Sawré Muybu, na região do Rio Tapajós, no Pará. Nos locais, havia energia gerada por motor a diesel, mas o uso era limitado a poucas horas por dia



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19/07/2016 às 16:33

Duas comunidades do povo Munduruku recebem sistemas de energia solar. As placas foram instaladas pelo Greenpeace. As aldeias ficam na Terra Indígena Sawré Muybu, na região do Rio Tapajós, no Pará
 
A energia gerada pela luz solar é armazenada em baterias. As placas abastecem freezers, lâmpadas e o sistema de transmissão de rádio. Nas aldeias, havia energia gerada por um motor a diesel, mas o uso era limitado a poucas horas por dia.  A coordenadora da campanha de energias renováveis do Greenpeace no Brasil, Bárbara Rubim,  conta como foi a reação dos indígenas.
 
“A maioria deles ficou surpresa, porque eles nunca tinham visto uma placa fotovoltaica. Pra eles foi uma coisa nova. A placa de fato vai ter um efeito muito positivo pra eles. Eles podem usar o rádio 24 horas por dia. É um rádio de comunicação, um rádio transmissor. O freezer deles também vai ficar ligado 24 horas por dia, antes só ficava ligado quatro horas por dia.  Sobretudo com o rádio, eles ficaram muito animados, porque o rádio é instrumento que eles usam para se comunicar com as outras aldeias. E é um instrumento super ligado com a segurança deles”.
 
Além de facilitar a vida dos indígenas do local, a instalação das placas pelos ativistas é também uma crítica à construção de hidrelétricas na região. A terra dos Munduruku será atingida pela construção da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós. 
 
“A instalação desse sistema veio no sentido de mostrar, de ser um ícone, um símbolo de que existem outras soluções pro Brasil gerar a energia que precisa para continuar o seu desenvolvimento, mas de uma forma que seja mais renovável e mais sustentável pro meio ambiente e pra sociedade”, explica Bárbara Rubim.
 
Para fazer a instalação, o Greenpeace passou três semanas no local. Os equipamentos foram levados de barco. Durante a permanência, o grupo realizou oficina para explicar o funcionamento do sistema. Os indígenas também aprenderam a fazer objetos como fogões, fornos, lanternas e até carrinhos de brinquedo que funcionam com energia solar.




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