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Conferência das Nações Unidas debate novo acordo climático global na Polônia

Um dos desafios em pauta na COP-19 diz respeito à redução de emissões de gases do efeito estufa, o que será benéfico para a Amazônia 18/11/2013 às 09:38
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De acordo com relatório das Nações Unidas, é 95% de certeza que o homem é “a causa dominante” do aquecimento global
Jéssica Vasconcelos ---

Desde o dia 11, representantes de 190 países estão reunidos em Varsóvia, na Polônia, onde acontece a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 19) para negociar um novo acordo climático, que tem até 2015 para ser finalizado e passará a vigorar em 2020, substituindo o Protocolo de Kyoto. A expectativa é que até a sexta-feira (22), quando as negociações serão finalizadas, o mundo finalmente tenha bases mais sólidas para tecer o acordo global para 2015.

De acordo com relatório das Nações Unidas é 95% de certeza, que o homem é “a causa dominante” do aquecimento global desde a década de 50. Este dossiê confirma que o aquecimento global é “percebido claramente” tanto na Terra como na atmosfera e nos oceanos, algo que para as Nações Unidas exige um acordo para reduzir as emissões mais poluentes.

Para o coordenador do Centro Estadual de Mudanças Climáticas (Ceclima), Luiz Henrique Piva, as previsões estão se antecipando.

Segundo Luiz Henrique Piva as pesquisas apontam para um cenário difícil que precisa ser encarado com mais seriedade e rapidez. “Hoje todas as discussões param nas questões políticas o que dificulta o processo”, acrescentou o coordenador.

Durante a Conferência foi apresentado um estudo que apontou que 2013 tem tudo para ser considerado pela Organização Meteorológica Mundial como o sétimo mais quente desde 1850, quando foram iniciadas as medições deste tipo pela instituição. De janeiro a setembro, a temperatura global subiu 0,48º C acima da média registrada entre 1961 e 1990.

Para Michel Jarraud, secretário-geral da organização, as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa atingiram níveis máximos de emissões em 2012 e “nós esperamos que eles atinjam níveis sem precedentes, mais uma vez, em 2013. Isso significa que estamos comprometidos com um futuro mais quente”, explicou.

De acordo com Luiz Henrique Piva, a partir de 2015 haverá um processo de aceleramento da temperatura que irá dificultar muito a capacidade de vida no planeta. “É preciso implementar políticas públicas não só a nível nacional e mundial, mas também regional, como por exemplo, o Programa Estadual de Matriz Enérgica que tem a meta de economizar R$ 45 milhões no estado do Amazonas”, enfatizou o Luiz Henrique.

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