Publicidade
Amazônia
Amazônia

Congresso brasileiro de economia abordará a necessidade de empreender com sustentabilidade

O congresso, que será realizado em Manaus, inicia nesta quarta-feira(4) e vai até o dia 7 de setembro no Tropical Hotel 03/09/2013 às 11:32
Show 1
Pesquisadores falam sobre a necessidade de empreender com sustentabilidade
acrítica.com ---

Empreender com sustentabilidade é o desafio de quem deseja começar um novo negócio com o pé direito junto ao mercado econômico. Na era das preocupações ambientais, a produção ou manufatura de um produto passa por este crivo. A compreensão sobre a necessidade de empreender com sustentabilidade é um dos temas que será discutido a partir desta quarta-feira (4), durante o 20º Congresso Brasileiro de Economia (CBE 2013), que acontece em Manaus até o dia 7 de setembro, no Tropical Hotel.

Entre os nomes que debaterão o tema durante o congresso, estão a doutora em economia pela Universidade de Campinas, Lídia Goldenstein, autora do livro “Repensando a Dependência”; o economista Gustavo Fanaya, chefe do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP); e o doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Ladislau Dowbor, autor de vários trabalhados sobre planejamento econômico social e diversos livros como "Economia Social no Brasil".


Um exemplo que se encaixa bem nesta temática, é o da cooperativa Agrofrut, localizada em Urucará (distante a 270 km de Manaus). Dezenas de famílias no município produzem guaraná. Em 2004, cerca de 50 produtores se integraram e criaram a Agrofrut e se regularizaram como empreendedores junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amazonas (Sebrae-AM).


O grupo passou a receber orientações de técnicos do Sebrae-AM e, em 2006, decidiram certificar a cooperativa por ter uma produção orgânica do guaraná. “Hoje, temos duas certificações e nosso produto tem reconhecimento no mercado e cerca de 20% da nossa produção é exportada”, disse o presidente da Agrofrut, Antônio Carlos Fonseca. Segundo ele, os processos mudaram e há um padrão no resultado final.

A produção por safra gira em torno de 50 toneladas e anualmente tem faturamento de R$ 1,3 milhão. Com todas as mudanças e estruturações similar a uma empresa, as famílias de Urucará vendem o grão e o pó do guaraná para cidades na Itália e na França.

De acordo com o gerente de atendimento individual do Sebrae no Amazonas, Douglas Mousse, se encaixa na categoria de MEI todos os empreendedores que ganham até R$ 60 mil ao ano e tem inclusão previdenciária. Segundo ele, atualmente, os setores que se destacam por unir empreendedorismo ao universo sustentável são: Polo Oleiro do Amazonas, Oficinas Mecânicas e a Construção Civil.


Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Amazonas (Sinduscon-AM), Eduardo Lopes, o setor vem trabalhando para reutilizar e gerar menos resíduos. "Hoje em dia, durante todo o processo de construção e pós-construção, por exemplo, há economias significativas de energia elétrica”, pontua Eduardo Lopes.

Publicidade
Publicidade