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Creme à base de piquiá que combate a celulite está sendo produzido no Amazonas

A casca do piquiá possui grande potencial antioxidante e anti-inflamatório, até mesmo maior que o da copaíba, e penetra na pele corrigindo as imperfeições provocadas pela celulite 15/11/2015 às 17:38
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Apesar de existirem outros tipos de piquiá ao redor do Brasil, somente o da região amazônica apresenta efeito anti-inflamatório, segundo especialista
acritica.com* Manaus (AM)

O mercado de estética agora pode contar com um reforço no combate à celulite: um creme produzido a partir de um fruto da biodiversidade amazônica, o piquiá, que vem se mostrando uma alternativa para o tratamento desse mal que incomoda muitas mulheres.  O produto está sendo desenvolvido pela Pronatus da Amazônia, com aporte financeiro do governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
 
A casca do piquiá possui um grande potencial antioxidante e anti-inflamatório, até mesmo maior que o da copaíba, e penetra na pele afetada pela celulite. Segundo o coordenador do projeto de pesquisa e proprietário da Pronatus, empresário Evandro Mesquita, o produto vai auxiliar e ajudar as mulheres no tratamento devido ao poder anti-inflamatório do piquiá.
 
“Apesar de existirem outros tipos de piquiá no País, somente o da região amazônica apresenta efeito anti-inflamatório, além de ser um forte aliado para combater a celulite. O creme ainda leva a marca sustentável por ter como base a utilização da casca do fruto, resíduo que antes era descartado pela indústria”, disse Mesquita.
 
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Marketing Feminino, em mais de 2,5 mil mulheres entrevistadas, um total de 38% temem os ‘furinhos’ causados pela celulite.


 
O doutor em Farmácia, Emerson Lima, informou que a pesquisa com o piquiá amazônico surgiu há dois anos nos laboratórios da Ufam, quando foram avaliados mais de 20 tipos diferentes extratos de frutos regionais com o objetivo de identificar e isolar compostos que fossem ativos e que tivessem aplicação biotecnológica.
 
“Como essas atividades são importantes em produtos cosméticos foi sugerida a utilização, no caso da celulite, onde a inflamação é um fator que prevalece. A partir de então, se teve a ideia de aplicar isso numa base no produto cosmético”, disse o pesquisador.
 
A designer Suelen Souza, 25, contou que os famosos ‘furinhos’ causados pela celulite a incomodam tanto que já chegou até mesmo a parar de usar determinadas roupas. “Sei que a celulite é uma coisa que todo mundo tem, que atinge mulheres e homens, mas fico com receio de usar blusas e saias curtas, além de biquínis”, disse.
 
Para ela, o creme surge como uma nova opção nesse segmento. “É muito bom saber que no Amazonas estão produzindo algo para combater a celulite e, o melhor, com matéria-prima da floresta”, destacou a designer.
 
Esse é o terceiro projeto de pesquisa do empresário Evandro Mesquita com o apoio do governo do Estado, via Fapeam. Para ele, o aporte financeiro para empreendedores é fundamental para transformar ideias em realidade. “A Fapeam, como sempre, é uma grande instituição facilitadora no processo de inovação e desenvolvimento tecnológico no Amazonas”, disse.
 
Sobre o Tecnova
 
O projeto de pesquisa da Pronatus da Amazônia recebeu aporte financeiro do governo do Estado por meio do Programa de Subvenção Econômica à Inovação Tecnológica em Micro e Empresas de Pequeno Porte (Tecnova) que apoia projetos de inovação tecnológica, associados às oportunidades de mercado, buscando o desenvolvimento de produtos (bens ou serviços) e/ou processos inovadores que sejam novos ou significativamente aprimorados para o desenvolvimento dos setores econômicos considerados estratégicos nas políticas públicas federais e aderentes à política pública de inovação do Amazonas.
 
O aporte financeiro promove um aumento das atividades de inovação e o incremento da competitividade das empresas e microempresas sediadas no Estado.

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