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Amazônia
Desmatamento

Desmatamento aumentou 54% no Amazonas, segundo Prodes 2016

O Estado teve 1.099 quilômetros quadrados desmatados entre agosto de 2015 e julho de 2016 contra 712 de agosto de 2014 a julho de 2015, de acordo com o Prodes do Inpe 05/12/2016 às 05:00 - Atualizado em 05/12/2016 às 13:44
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Sul do Amazonas foi a região mais desmatada, mas pressão aumentou na RMM (Márcio Silva - Arquivo/AC)
Silane Souza Manaus (AM)

O desmatamento no Amazonas aumentou 54% entre agosto do ano passado e julho deste ano, na comparação com o período anterior. O Estado teve 1.099 quilômetros quadrados desmatados contra 712 de agosto de 2014 a julho de 2015. A estimativa da taxa de desmatamento é do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados foram divulgados no último dia 29.

O Sul do Amazonas foi a região que teve a maior área desmatada, de acordo com o Prodes  2016, sendo os municípios de Lábrea, Boca do Acre, Apuí e Manicoré os campeões em destruir a floresta. Muitas atividades contribuíram para o aumento do desmatamento no Sul do Estado, entre as quais a expansão pecuária, madeira e a grilagem. Esses municípios também apresentaram grande número de focos de queimadas entre o final de 2015 e início de 2016.

Dos Estados da Amazônia Legal, o Amazonas apresentou a maior taxa de desmatamento na comparação com o ano anterior, seguido do Acre, com crescimento de 47%, Pará (41%), Tocantins (40%), Rondônia (35%), Roraima (34%) e Maranhão (25%). Mato Grosso e Amapá foram os únicos a diminuírem, em 6% e 4% respectivamente, o desmatamento. Em toda a Amazônia Legal, o desmatamento aumentou 29%: foram 7.989 quilômetros quadrados de corte raso (eliminação de toda e qualquer vegetação existente sobre uma área).

De acordo com o Greenpeace, esta área equivale a 1,14 milhão de campos de futebol e é sete vezes maior que a área da cidade do Rio de Janeiro, que tem 1.255 quilômetros quadrados. Ainda conforme a organização global, foram derrubadas 451 milhões de árvores. A estimativa é que essa destruição tenha liberado na atmosfera 586 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, quantidade equivalente a oito anos de emissão por todos os automóveis no Brasil. 

Para o Greenpeace, isso faz com que o País se distancie das ações necessárias para limitar o aquecimento do planeta em no máximo 1.5ºC e evitar graves consequências das mudanças climáticas. O aumento também coloca em risco o avanço obtido na redução do desmatamento entre 2005 e 2012. É a primeira vez em 12 anos que o desmatamento na maior floresta tropical do planeta apresenta aumento consecutivo.

Dois anos de PPCDAm
Embora o desmatamento na Amazônia Legal tenha aumentado 29%, a taxa apresenta uma redução de 71% em relação à registrada em 2004, ano em que foi iniciado o Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm),  coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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