Sábado, 19 de Outubro de 2019
Amazônia

Dedicação total: Mães largam tudo em prol dos filhos

Mulheres bem sucedidas profissionalmente largam tudo e optam por serem mães incondicionalmente. Muitas delas não se arrependem da escolha  



1.jpg Marília Furlan: designer de joias deixou a empresa para se dedicar aos filhos
02/03/2013 às 12:45

A designer de joias Marília Furlan tinha uma vida profissional bem sucedida. Estudou nos Estados Unidos, fez mestrado e administrava sua própria  joalheria, a La Marrie, onde comercializava  bolsas, joias e acessórios femininos criados por ela. Mas ao engravidar do marido, o militar da aeronáutica Eliézer, precisou tomar uma grande decisão: contratar uma babá para cuidar dos filhos ou largar tudo para se dedicar a eles.

Marília não teve dúvidas e corajosamente optou por se dedicar integralmente a Pedro, hoje com cinco anos, e Marina, com três.



“Acho que outra pessoa não faria o mesmo que faço pelos meus filhos. Elas são crianças que têm uma alimentação saudável, um ótimo controle emocional e eu mesma ensino para eles o que é solidariedade, gentileza e espiritualidade”, diz essa cearense, que casou com um paranaense e tem filhos nascidos no Rio Grande do Sul.

História de dedicação semelhante tem a funcionária pública Anete Said.  Com  três filhas com diferença de idade de menos de três anos, Anete só tem uma explicação para ter dado uma pausa na vida profissional: amor de mãe.

“Elas precisavam de mim e por isso fiquei em casa. E não me arrependo em nenhum momento do que fiz por elas”, repetiu diversas vezes durante a entrevista.  “O resultado são filhas  de caráter, responsáveis e que nunca beberam ou usaram droga”, frisa.

Quanto aos estudos essa mãe super dedicada tem filhas aplicadas estudando na Ufam: Karine que cursa Direito; Naime que estuda Odontologia e Larissa  que faz residência médica em Parintins.

E mesmo com a prole já adulta, a mãe faz questão de dizer: “a hora  que elas precisarem estarei à disposição”.

Equilíbrio

Mas apesar desse cuidado materno produzir bons frutos, a psicóloga Maria Odeth alerta para que essa dedicação intensa com os filhos não se torne uma obsessão. “Cada um tem a sua vida. Nós não somos donos dos nossos filhos. Já tive pacientes adolescentes em meu consultório reclamando que a mãe queria saber de tudo e que se sentia sufocada com isso. A  criança precisa também se desenvolver com outras pessoas. Amar  é uma coisa, mas viver o tempo todo junto pode fazer o filho perder sua individualidade”, adverte.

“É possível ensinar nossos filhos a viver bem, mesmo trabalhando”, completa.

Valeu a pena

Opinião diferente tem Lúcia Seixas. A psicóloga também precisou dar uma pausa nos estudos e no trabalho para criar os dois filhos.

“A educação principal deve ser dada em casa com a orientação dos pais. A criança já deve ir para a escola com o caráter formado. Muitos jovens se perdem na vida por não terem tido a educação primária do lar aliada aos princípios cristãos. Hoje, pela questão da modernidade estão terceirizando a educação dos filhos e isso não é bom”, alerta a psicóloga.

Lúcia Seixas diz que não viveu a chamada fase da aborrescência com os filhos. “Me anulei por eles e como resultado ambos tiveram um ótimo crescimento emocional e psíquico. Pra mim valeu a pena”, comenta Lúcia que após tantos anos de dedicação teve o prazer de entrar na faculdade junto com os filhos. “Hoje estamos todos formados”, conclui a psicóloga.


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