Domingo, 21 de Julho de 2019
Amazônia

Defesa Civil decreta situação de emergência em Coari por conta da cheia dos rios no AM

Município é o 21º em anormalidade devido a subida das águas: 20 estão em situação de emergência e Boca do Acre é o único em estado de calamidade pública



1.gif Em Coari há 4.350 famílias afetadas pela cheia, dez alojadas em abrigos municipais
08/05/2015 às 12:04

O município de Coari, na calha do Médio Solimões, foi considerado em situação de emergência devido a enchente dos rios no Amazonas nesta sexta-feira (8), após decreto da Defesa Civil do Estado. Agora são 21 municípios amazonenses em anormalidade por conta da subida das águas, 20 em situação de emergência e um (Boca do Acre) em estado de calamidade pública.

Nos últimos dois dias, técnicos da Defesa Civil estiveram em Coari para atestar a anormalidade e avaliar os danos. O nível de subida do rio atingiu em 17 metros – a máxima registrada foi em 2012, com 17,65 metros. Segundo a Defesa Civil, em Coari há 4.350 famílias afetadas pela cheia, dez alojadas em abrigos municipais.

Coari será incluída no cronograma de ajuda humanitária do Governo do Estado. “Assim como os demais municípios em anormalidade, que já foram atendidos pelo Governo do Estado com o suporte alimentar e outros itens essenciais, Coari entra agora no cronograma de apoio do órgão”, garantiu o Roberto Rocha, Secretário da Defesa Civil AM.

São, ao todo, 21 municípios em anormalidade por conta da cheia das calhas do Juruá, Purus e Solimões. Desses, 20 em situação de emergência e um em estado de calamidade pública (Boca do Acre). O Governo, por meio da Defesa Civil, já destinou às cidades 374 toneladas de alimentos não perecíveis, para garantir a proteção alimentar dos ribeirinhos, que nesta época ficam com a produção agrícola comprometida.

Em situação de emergência estão os municípios de Itamarati, na região do Juruá; Guajará (Juruá); Ipixuna (Juruá); Eirunepé (Juruá); Envira (Juruá); Canutama (Purus); Tapauá (Purus); Carauari (Purus); Pauiní (Purus); Lábrea (Purus); Atalaia do Norte (Alto Solimões), Benjamin Constant (Alto Solimões), Tabatinga (Alto Solimões); Amaturá (Alto Solimões); Santo Antônio do Iça (Alto Solimões); São Paulo de Olivença (Alto Solimões), Tonantins (Alto Solimões); Tefé (Médio Solimões); e, agora, Coari (Médio Solimões).

Ainda conforme a Defesa Civil Estadual, quatro municípios do Amazonas estão em situação de alerta: Humaitá, na região do Madeira; Fonte Boa, na região do Médio Solimões; Uarini e Alvarães, os dois também na região do Médio Solimões.

Ajuda humanitária

De acordo com a Defesa Civil, 145.450 pessoas foram afetadas com a subida do nível dos rios, sendo 29.083 famílias. O total de ajuda humanitária enviada pelo Governo foi 374 toneladas de alimentos não perecíveis, além de kits dormitório (colchões, redes, mosquiteiros), kits de higiene pessoal, medicamentos, filtros de água, hipoclorito de sódio.

Repasse financeiro

Conforme a assessoria de imprensa da Defesa Civil do Estado, os municípios do Amazonas que receberam recursos públicos por conta da enchente dos rios foram Boca do Acre (R$ 550,000); Envira (R$ 200,000); Itamarati (R$ 200,000); e Eirunepé (R$300,000).

Campanha

Uma campanha chamada Governo Solidário já arrecadou 43 toneladas de alimentos. As instituições doadoras são SEAS, Fundo de Promoção Social, Universidade da Terceira Idade, Café do Norte, Susam, Grupo Infantil Vida e Arte (projeto GIVA) em parceria com a Escola Municipal João Alfredo, localizado no Bairro da Paz, Centro Educacional Século, Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, Uninorte e populares.

*Com informações da assessoria de imprensa

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.