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Amazônia
NO AMAZONAS

Desmatamento na Amazônia Legal em um ano equivale a 146 campos de futebol

Entre agosto de 2017 e julho deste ano, índices de desmatamento no Amazonas representaram 13,2% do total. Segundo o Inpe, é a maior taxa dos últimos nove anos 26/11/2018 às 09:01
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Foto: Arquivo/AC
Priscila Rosas Manaus (AM)

O Amazonas está entre os estados brasileiros da Amazônia Legal com os maiores índices de desmatamento registrados entre agosto de 2017 e julho de 2018. O desmate por aqui representa 13,2% do total, ou 1.045 quilômetros quadrados de 7.900 registrados no período, a maior taxa dos últimos nove anos.

O crescimento do desmate no Estado em relação ao período anterior foi de 4,4%, enquanto no total o desmatamento na Amazônia aumentou 13,7%.

O Pará é o que possui o maior índice de desmatamento com 35,9%, seguido de Mato Grosso com 22,1% e Rondônia com 16,7%. O Amazonas é o quarto.

O único estado a registrar redução foi Tocantins, que só teve 25 km² de floresta derrubada, um valor 19,4 menor que o registrado no levantamento anterior. O Amapá, por sua vez, não teve desmate registrado no período.

A medição do território desmatado é feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes). Nas imagens mostradas pelo satélite, foram consideradas locais onde a cobertura florestal primária foi removida completamente em áreas desmatadas maiores que 6,25 hectares, independente da finalidade futura.

Em nota, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) ressaltou que, apesar de os números apresentados ainda estarem em patamares acima de 1.000 km², o aumento registrado foi proporcionalmente menor que o de seis dos nove estados das Amazônia Legal.

Mesmo assim, o secretário da pasta, Marcelo Dutra, informou que considera o número alto e preocupante. Ele observa que a proteção da floresta está associada às estratégias desgastadas e de baixo índice de eficácia como políticas preventivas.

Dutra defende instrumentos de licenciamento mais próximos, mais ágeis e mais transparentes para fazer com que o uso do solo garanta economia mais forte e mais segura, “assegurando a manutenção do meio ambiente como fonte do equilíbrio climático, da manutenção dos recursos hídricos e da biodiversidade, que são vitais ao agronegócio, à geração de polos econômicos, de proteção ambiental e a toda a vida no planeta”.

Ambientalistas criticam a taxa

Entidades de defesa do meio ambiente criticaram duramente a situação. O Greenpeace diz que propostas da bancada ruralista com apoio do governo beneficiam quem vive de desmatar a floresta e estão entre os fatores da nova taxa.

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