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Amazônia
Lagoa do Japiim

Despejo inadequado de dejetos provoca mau cheiro na Lagoa do Japiim, em Manaus

Com uma cor esverdeada decorrente do esgoto lançado diretamente na água, não é raro se deparar, na beira da lagoa, com o lixo jogado pela população, além do mau cheiro que predomina em algumas áreas 17/05/2016 às 20:03 - Atualizado em 19/05/2016 às 10:08
Show lagoa japiim
O lixo e esgoto lançados na água são mais visíveis nas margens, onde criam uma espécie de ‘crosta’ verde na lagoa (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Embora a revitalização do parque Lagoa do Japiim, no bairro de mesmo nome, Zona Sul, tenha melhorado a estrutura física do passeio, o principal gargalo do local segue sem previsão de ser solucionado: a própria lagoa. Com uma cor esverdeada decorrente do esgoto lançado diretamente na água, não é raro se deparar, na beira da lagoa, com o lixo jogado pela população, além do mau cheiro que predomina em algumas áreas.

A reforma do parque foi realizada no ano passado, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que informou que a reforma custou R$ 1,3 milhão e compreendeu obras na área de convivência, que inclui anfiteatro, banheiros públicos, prédio da administração, área de quiosques, pintura dos muros, entre outros serviços.

No entanto, o que deveria atrair os visitantes ao local – a lagoa – continua sem solução. Apesar de a Semmas afirmar que “de segunda a sábado o lixo despejado no lago é retirado por equipes de limpeza”, a reportagem de A CRÍTICA visitou o parque e constatou a presença de vários objetos nas margens da lagoa, como garrafas pet, roupas e tênis velhos, sacolas plásticos e até um cone de trânsito.

A publicitária Luana Reis, 25, adepta das caminhadas no passeio, afirma que o problema é recorrente. “As pessoas não têm educação. Muita gente joga garrafinha d’água tendo lixeira aqui. O fedor em algumas partes também é muito forte e incomoda. Alguém devia tomar alguma providência”, disse ela.

Esgoto

O esgoto proveniente das comunidades do entorno é lançado diretamente na lagoa, o que provoca um mau cheiro. De acordo com a Semmas, uma solução permanente para o tratamento da água da lagoa está sendo viabilizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado com a Manaus Ambiental, que implantará uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). “Em breve estaremos lançando as obras de construção da ETE e entregando pronta a reforma da primeira etapa do parque”, informou a Semmas por meio de nota.

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