Segunda-feira, 30 de Março de 2020
Lagoa do Japiim

Despejo inadequado de dejetos provoca mau cheiro na Lagoa do Japiim, em Manaus

Com uma cor esverdeada decorrente do esgoto lançado diretamente na água, não é raro se deparar, na beira da lagoa, com o lixo jogado pela população, além do mau cheiro que predomina em algumas áreas



lagoa_japiim.JPG O lixo e esgoto lançados na água são mais visíveis nas margens, onde criam uma espécie de ‘crosta’ verde na lagoa (Foto: Euzivaldo Queiroz)
17/05/2016 às 20:03

Embora a revitalização do parque Lagoa do Japiim, no bairro de mesmo nome, Zona Sul, tenha melhorado a estrutura física do passeio, o principal gargalo do local segue sem previsão de ser solucionado: a própria lagoa. Com uma cor esverdeada decorrente do esgoto lançado diretamente na água, não é raro se deparar, na beira da lagoa, com o lixo jogado pela população, além do mau cheiro que predomina em algumas áreas.

A reforma do parque foi realizada no ano passado, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que informou que a reforma custou R$ 1,3 milhão e compreendeu obras na área de convivência, que inclui anfiteatro, banheiros públicos, prédio da administração, área de quiosques, pintura dos muros, entre outros serviços.



No entanto, o que deveria atrair os visitantes ao local – a lagoa – continua sem solução. Apesar de a Semmas afirmar que “de segunda a sábado o lixo despejado no lago é retirado por equipes de limpeza”, a reportagem de A CRÍTICA visitou o parque e constatou a presença de vários objetos nas margens da lagoa, como garrafas pet, roupas e tênis velhos, sacolas plásticos e até um cone de trânsito.

A publicitária Luana Reis, 25, adepta das caminhadas no passeio, afirma que o problema é recorrente. “As pessoas não têm educação. Muita gente joga garrafinha d’água tendo lixeira aqui. O fedor em algumas partes também é muito forte e incomoda. Alguém devia tomar alguma providência”, disse ela.

Esgoto

O esgoto proveniente das comunidades do entorno é lançado diretamente na lagoa, o que provoca um mau cheiro. De acordo com a Semmas, uma solução permanente para o tratamento da água da lagoa está sendo viabilizada por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta firmado com a Manaus Ambiental, que implantará uma nova Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). “Em breve estaremos lançando as obras de construção da ETE e entregando pronta a reforma da primeira etapa do parque”, informou a Semmas por meio de nota.


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