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Dilma Rousseff admite falhas na construção de usina no Pará, mas não vai interromper projeto

Presidente Dilma deixou claro que não irá interromper o projeto da Usina São Luiz do Tapajós, no Pará. "Existem falhas em qualquer construção de qualquer projeto. Temos que reconhecer e melhorar”, afirmou em coletiva na sede da ONU  27/09/2015 às 15:52
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Ativistas do Greenpeace e índios Munduruku usam pedras para formar a frase "Tapajós Livre" nas areias de uma praia às margens do rio de mesmo nome, próximo ao município de Itaituba, no Pará
Luana Carvalho Nova York (EUA)

“Toda energia gera desequilíbrio, seja por calor ou por uma queda. Então o que que nós temos de querer é que que as populações que cercam esses ambientes sejam os menos impactados possível, inclusive a população indígena”, declarou a presidente Dilma Rousseff sobre a construção da usina São Luiz do Tapajós, no Pará, que enfrenta graves entraves ambientais.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa realizada após seu pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde a presidente se comprometeu em zerar o desmatamento ilegal até 2030 e aumentar as fontes de energia renovável do País. “Energia hidrelétrica agora é a mais amigável em relação a impactos ambientais. Dura mais, temos onde estocar e a água é gratuita”.


Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa na sede da ONU, em Nova York (Foto: Luana Carvalho)

Mas, segundo estudo de Componente Indígena apresentado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as obras da usina São Luiz do Tapajós alagarão terras indígenas. Dilma admitiu falhas, mas deixou claro que não irá interromper o projeto.

“O fato de ter falhas não significa que a gente vai destruir esse processo. Existem falhas em qualquer construção de qualquer projeto.  Mas temos que reconhecer e melhorar, e é isso que vamos fazer”, ressaltou.  A presidente disse, ainda, que o Brasil tem uma área de reserva indígena do tamanho da França. “É uma vasta área, até maior que a França em relação a reservas indígenas e temos feito imenso esforço pra compatibilizar a geração de energia com preservação ambiental”.

Para Dilma, o Brasil ainda não pode abrir mão da hidroeletricidade. “Abriremos mão quando o país ocupar o potencial que ele tem pra ocupar. Mas se abrirmos agora, o que colocar no lugar? Se eu tiver uma hidrelétrica, solar e eólica tenho uma robustez e garanto um nível de energias renováveis na minha matriz muito maior”.

No rio Tapajós, no Pará, o Governo Federal estuda dois projetos de usinas:São Luiz do Tapajós e Jatobá, que juntas devem gerar aproximadamente 8.500 megawatts.  

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