Sábado, 18 de Janeiro de 2020
Amazônia

Dilma Rousseff admite falhas na construção de usina no Pará, mas não vai interromper projeto

Presidente Dilma deixou claro que não irá interromper o projeto da Usina São Luiz do Tapajós, no Pará. "Existem falhas em qualquer construção de qualquer projeto. Temos que reconhecer e melhorar”, afirmou em coletiva na sede da ONU 



1.jpg Ativistas do Greenpeace e índios Munduruku usam pedras para formar a frase "Tapajós Livre" nas areias de uma praia às margens do rio de mesmo nome, próximo ao município de Itaituba, no Pará
27/09/2015 às 15:52

“Toda energia gera desequilíbrio, seja por calor ou por uma queda. Então o que que nós temos de querer é que que as populações que cercam esses ambientes sejam os menos impactados possível, inclusive a população indígena”, declarou a presidente Dilma Rousseff sobre a construção da usina São Luiz do Tapajós, no Pará, que enfrenta graves entraves ambientais.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa realizada após seu pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, onde a presidente se comprometeu em zerar o desmatamento ilegal até 2030 e aumentar as fontes de energia renovável do País. “Energia hidrelétrica agora é a mais amigável em relação a impactos ambientais. Dura mais, temos onde estocar e a água é gratuita”.




Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa na sede da ONU, em Nova York (Foto: Luana Carvalho)

Mas, segundo estudo de Componente Indígena apresentado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as obras da usina São Luiz do Tapajós alagarão terras indígenas. Dilma admitiu falhas, mas deixou claro que não irá interromper o projeto.

“O fato de ter falhas não significa que a gente vai destruir esse processo. Existem falhas em qualquer construção de qualquer projeto.  Mas temos que reconhecer e melhorar, e é isso que vamos fazer”, ressaltou.  A presidente disse, ainda, que o Brasil tem uma área de reserva indígena do tamanho da França. “É uma vasta área, até maior que a França em relação a reservas indígenas e temos feito imenso esforço pra compatibilizar a geração de energia com preservação ambiental”.

Para Dilma, o Brasil ainda não pode abrir mão da hidroeletricidade. “Abriremos mão quando o país ocupar o potencial que ele tem pra ocupar. Mas se abrirmos agora, o que colocar no lugar? Se eu tiver uma hidrelétrica, solar e eólica tenho uma robustez e garanto um nível de energias renováveis na minha matriz muito maior”.

No rio Tapajós, no Pará, o Governo Federal estuda dois projetos de usinas:São Luiz do Tapajós e Jatobá, que juntas devem gerar aproximadamente 8.500 megawatts.  


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