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Amazônia
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Durante discurso na ONU, em NY, Dilma Rousseff promete frear emissão de gases e desmatamento

A Presidente da República garantiu que o Brasil irá reduzir emissão de gases de efeito estufa até 2030 e pôr fim ao desmatamento ilegal, enquanto recupera grandes áreas degradadas, sem comprometer o desenvolvimento social e econômico. Uso de fontes renováveis e a crise migratória também tiveram espaço na fala de Rousseff. 27/09/2015 às 10:17
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Dilma Rousseff discursa durante a 70º Assembleia Geral das Nações Unidas, focando em pontos da chamada Agenda 2030
Luana Carvalho Nova York (EUA)

A Presidente Dilma Rousseff garantiu aos demais líderes mundiais, durante seu discurso na 70º Assembleia Geral das Nações, na manhã deste domingo (27) em Nova York (EUA), que o Brasil reduzirá, até 2030, 43% da emissão de gases de efeito estufa. “Estamos investindo na agricultura de baixo carbono. Reduzimos em 82% o desmatamento na Amazônia. Podem ficar certos que a ambição continuará a pautar nossas ações”. 

Dilma ressaltou que o Brasil tem feito grande esforço para reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem comprometer o desenvolvimento social e econômico do País. No que se refere ao uso da terra e à agropecuária, ela firmou o compromisso de pôr fim ao desmatamento ilegal, de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares, recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2030. As propostas serão apresentadas oficialmente na Conferência do Clima (COP 21), que acontece em dezembro, em Paris. 

“A Agenda 2030 desenha o futuro que queremos. Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável reafirmam o preceito da Rio+20: que é possível crescer, incluir, conservar e proteger. Estabelecem metas verdadeiramente universais, evidenciam a necessidade de cooperação entre os povos e mostram um caminho comum para a humanidade”, declarou. 

Energia

Na área de energia, a presidente garantiu o uso de 45% de fontes renováveis no total da matriz energética. "Continuamos diversificando as fontes renováveis em nossa matriz energética, uma das mais limpas do mundo”. A média mundial atualmente é de 13%. 

Também informou que pretende aumentar a participação de fonte hídrica na geração de eletricidade, alcançando um total de 66%, e 23% da participação de fontes renováveis (eólica, solar e biomassa), além da participação de 15% de etanol carburante e de biomassas deviradas da cana-ne-açucar no total da matriz energética. 


“Em conclusão, as adaptações necessárias frente à mudança do clima estão sendo acompanhadas por transformações importantes nas áreas de uso da terra e florestas, agropecuária, energia, padrões de produção e de consumo. O Brasil contribui, assim, decisivamente, para que o mundo possa atender as recomendações do Painel de Mudança do Clima, que estabelece  o limite máximo de 2ºCelsius de aumento de temperatura, neste século”. 

Rousseff afirmou que o Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. “Temos uma das maiores populações e PIB do mundo e nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos.  Em meu país, porém, sabemos que o fim da pobreza é só um começo de uma longa trajetória”. 

'País aberto a refugiados'

Os Líderes da Cúpula do G4 (Brasil, Alemanha, China e Índia) se reuniram na manhã de sábado (26) para discutirem o pleito da reforma e um assento no Conselho de Segurança da ONU. Após o encontro, a presidente Dilma Roussef concedeu uma entrevista e afirmou que o Brasil está “aberto aos refugiados”. 

“O Brasil é um país de refugiados, meu pai foi refugiado. Estamos abertos para todos que queiram trabalhar e viver com dignidade. Sem políticas xenófobas, restritivas”, declarou. Dilma citou ainda que o Brasil teve um dos melhores e maiores desempenhos nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). 

“No Conselho de Segurança da ONU, teria de ser a mesma coisa, a busca por consenso. Busca por construir soluções que sejam soluções que resolvam conflitos que se espalham no mundo. Hoje, tem desafios em termos da paz e da segurança que todos nós conhecemos. Tem conflitos armados regionais que não só destroem estados nacionais, como também suscitam a expandem situações bastante dramáticas do ponto de vista da humanidade, que é o problema dos refugiados”. 

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