Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
CULTURA INDÍGENA

Em comemoração ao Dia do Índio, FAS lança publicações indígenas

As publicações apresentam experiências obtidas nas oficinas do Cunhã-Eta, além de diagnósticos que foram realizados na comunidade Três Unidos e nas Aldeias Vasques e Aldeia Piloto, em Tefé e Barcelos, respectivamente



CUNH__ETA_FAS_-_Tef__-_2020_-__robert_coelhoo.-229_537A54D9-2341-4DB9-9A5C-6C6928A2DC00.jpg (Foto: Roberto Coelho / FAS)
13/04/2021 às 14:12

Na próxima semana, uma importante data vai trazer reflexões a respeito da cultura indígena. Antecipando-se ao Dia do Índio, comemorado em 19 de abril, a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) está lançando quatro publicações com essa temática. O objetivo é valorizar os saberes e práticas tradicionais indígenas, assim como apresentar um panorama da saúde e da biomassa em aldeias e comunidades do Amazonas, no âmbito do projeto Cunhã-Eta. Realizado em parceria com a Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas (Makira-Êta), o projeto promoveu oficinas de capacitação para o resgate da cultura agrícola empoderando mulheres indígenas.

As publicações apresentam experiências práticas obtidas nas oficinas do Cunhã-Eta, além de diagnósticos que foram realizados na comunidade Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro; Aldeia Vasques, situada no município de Tefé (AM); e Aldeia Piloto, que se encontra em Barcelos (AM). 



O trabalho é composto de duas cartilhas: ‘Com as mãos na terra: manutenção e melhorias de viveiros em aldeias e comunidades indígenas no Amazonas’ (http://bit.ly/cartilhaviveiros); e ‘Sistemas Agrícolas Tradicionais (SAT), sabores e conhecimentos indígenas: lições aprendidas do projeto Cunhã-Eta’ (http://bit.ly/cartilhaSAT). Também fazem parte do projeto os relatórios técnicos ‘Relatório do Inventário de Biomassa em quintais agroflorestais de comunidades e aldeias indígenas no Amazonas (http://bit.ly/relatoriobiomassa) e ‘Aspectos da saúde indígena em comunidades e aldeias indígenas no Amazonas: diagnóstico a partir do projeto Cunhã-Eta (http://bit.ly/relatorioaspectosaude). As obras foram elaboradas a partir das lições compartilhadas entre técnicos do Cunhã-Eta e os comunitários participantes. 

De acordo com a coordenadora da Agenda Indígena da FAS, Rosa dos Anjos, as publicações são essenciais para promover melhorias na vida das comunidades dentro das áreas de agricultura, saúde e meio ambiente. “É importante que o conteúdo desse trabalho chegue às organizações indígenas, para que seja divulgado em aldeias e comunidades que trabalham com agricultura familiar ou aqueles que veem esta como uma alternativa de geração de renda”, explica. 

“Já o diagnóstico da saúde indígena é indispensável, pois apresenta um panorama real sobre a situação desses locais. É importante para os órgãos responsáveis nos municípios das áreas atendidas pelo projeto, pois servirão de referencial e base para melhorar o atendimento e as ações voltadas a essa população”, acrescenta Rosa. 

Rede de mulheres indígenas

O Cunhã-Eta é um projeto da FAS em parceria com a Rede de Mulheres Indígenas do Estado do Amazonas (Makira-Êta). O grupo foi criado em dezembro de 2017, em Manaus, com a participação de 40 mulheres indígenas de diversas organizações do Amazonas e com o apoio da União de Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab Amazônia).

Nos últimos anos, as mulheres indígenas da Amazônia enfrentaram vários desafios em suas organizações, aldeias e comunidades. Foi o que as incentivou a organizarem ações para unir forças, principalmente para lutar por uma vida plena e o bem viver dos povos indígenas.

Nesse sentido, o objetivo da Makira-Êta é disseminar os saberes tradicionais como alternativa de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, visando promover a conservação dos recursos naturais, a produção de alimentos e a geração de renda através da implementação de atividades produtivas sustentáveis para recuperação de áreas degradadas em aldeias e comunidades indígenas do Amazonas. 

O projeto é financiado pelo Fórum Internacional das Mulheres Indígenas (FIMI) e tem o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Programação especial

Além das cartilhas, a FAS também está dedicando o mês de abril para discutir a temática. Nas redes sociais, cards especiais estão abordando projetos, resultados e impactos da Agenda Indígena da FAS. No dia 19, um evento on-line será realizado com a participação de várias lideranças indígenas.

 

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