Domingo, 21 de Julho de 2019
ASSASSINATO

Em nota, organismo do Vaticano lamenta a morte de sindicalista na Amazônia

Carlos Cabral Pereira foi assassinado com 4 tiros em Rio Maria, no Estado do Pará. Ele era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR)



cabral_D8D6AC1C-460C-451C-A900-D0C36FD62C61.jpeg Foto: Reprodução
14/06/2019 às 19:34

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam), organismo da Igreja Católica resposánvel pela realização do Sínodo que ocorre em capitais da Amazônia este ano, lamentou o assassinato de Carlos Cabral Pereira, uma das maiores lideranças de trabalhadores rurais do Pará.

O ativista era presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Rio Maria, distante 900 Km de Belém. Carlos foi assassinado na tarde da ultima terça-feira, 11 de junho, com 4 tiros.

De acordo com a polícia, dois homens em uma moto preta teriam disparado contra o ativista. Cabral foi atingido por quatro tiros, dois desses na cabeça e morreu a caminho do hospital municipal de Rio Maria, distante 900 Km de Belém. O ativista já havia sido alvo de um atentado, em 1991, quando também foi baleado em uma emboscada.

O Ministério Público Federal abriu uma investigação para apurar o caso. Veja abaixo a íntegra da nota da Repam sobre o caso.

 

Nota da Repam

"A Rede Eclesial Pan-Amazônica/REPAM-Brasil manifesta seu repúdio à ação violenta e atentado que vitimou mais uma liderança no campo. Carlos Cabral Pereira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Rio Maria, na região sudeste do Pará, foi assassinado na tarde dessa terça-feira, 11 de junho, com 4 tiros. Ele já havia sido alvo de um atentado, em 1991, quando também foi baleado em uma emboscada.

É lamentável a situação enfrentada pelas lideranças nas diferentes frentes de atuação no campo, principalmente na região amazônica. Segundo dados do relatório Conflitos no Campo no Brasil 2018, da Comissão Pastoral da Terra, 49% dos 1.489 conflitos no campo no Brasil, registrados, ocorreram nesta região. E das 960.630 pessoas envolvidas em conflitos, 62% (599.084) estão na Amazônia Legal. O estado do Pará lidera os números de assassinatos e tentativas de homicídio.

Diante desse episódio e tantos outros casos de assassinatos relacionados a conflitos agrários no estado, exigimos que o poder público tome as providências cabíveis na apuração e resolução do caso, com investigação ágil e isenta, bem como estabeleça políticas públicas em vista da garantia e proteção de tantos homens e mulheres que a cada dia têm suas vidas ameaçadas no campo.

Manifestamos nossa solidariedade à família de Carlos Cabral, aos amigos e companheiros de luta e a todas as lideranças ameaçadas e perseguidas no campo, de forma especial em Rio Maria, informalmente tratada como “a terra da morte anunciada”, e pedimos que o poder público atue com veemência no combate à impunidade para que, assim, cessem as violências no campo." 


* Com informações da agência de notícias do Vaticano

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