Sábado, 07 de Dezembro de 2019
Amazônia

Em Paris, encerramento da COP 21 é adiado a pedido de presidente da Conferência do Clima

Perto de chegarem a um acordo com metas para evitar que o aquecimento global destrua nosso planeta, delegações dos 195 países concordaram em discutir durante mais um dia o texto final do encontro que acontece em Paris. O pacto, prestes a ser fechado, pode ser o primeiro de grande impacto desde 1997, quando houve a assinatura do Protocolo de Kyoto



1.jpg Mesmo com a resistência da China e da Índia em colaborarem com recursos para o fundo global, países desenvolvidos dizem entender que as contribuições são voluntárias
11/12/2015 às 12:49

O encerramento da COP 21, que aconteceria nesta sexta-feira (11), foi adiado para sábado (12) a pedido do chanceler francês e presidente da Conferência do Clima, Laurent Fabius. A França luta para conseguir que um acordo global do clima seja fechado e não se perca mais tempo com o efeito das mudanças climáticas, que vem causando sérios danos à humanidade. As delegações dos 195 países aceitaram o adiamento, por entenderem que o texto final está indo em uma direção que pode levar ao consenso, o que representaria chegar a um acordo concreto, algo que não acontece desde 1997, quando houve a assinatura do Protocolo de Kyoto.

O texto está enxuto, com cerca de 29 páginas e pouco mais de 50 colchetes (palavras que precisam de um consenso), o que já é um avanço extraordinário em se tratando de uma conferência do clima, com tanta diversidade de opiniões, mas ainda pouco, ante à necessidade das nações chegarem a um acordo definitivo, para reduzir em 2 graus centigrados ou menos, o aquecimento do planeta neste século.

Fabius tem mostrado uma grande capacidade de negociação pois, para agradar os países-ilhas do Caribe e do Pacifico, por exemplo, chegou ao entendimento que a redução da temperatura terá que ficar próximo a 1,5 graus centígrados até o fim do século. Mas para isso tem que haver recursos suficientes para ajudar nas mitigações e adaptações dos países pobres e em desenvolvimento. Uma estratégia inteligente, já que a criação do fundo de US$ 100 bilhões está praticamente acertada, e o dinheiro deve começar a ser liberado em 2020.

Resistências

Mesmo com a resistência da China e da Índia em colaborarem com recursos para este fundo, por entenderem que são nações em desenvolvimento (a conferência do clima em 1992, no Rio de Janeiro, diz que os recursos para auxiliar os países a enfrentarem as mudanças climáticas viriam dos ricos-desenvolvidos), os Estados Unidos da América e a União Europeia, assim como Canadá, Japão e outros países desenvolvidos, preferem entender que as contribuições voluntárias para o fundo podem ser feitas mais à frente, quando o Brasil também entraria.  

O mais importante, no momento, é chegar a um acordo do clima e Paris é a melhor oportunidade para isso, entende o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, a chanceler alemã, Angela Merkel, e a anfitriã, França. Nesta direção, as metas ambientais as (INDCs) dos países ficam sob responsabilidade soberana de cada um deles, a cada cinco anos. Uma redação importante no texto apresentado por Fabius, porque este item vinha enfrentando resistências dos gigantes populacionais China e Índia.      

Há outros aspectos em jogo, como o de que maneira verificar se as nações estão cumprindo ou vão cumprir suas próprias metas, mas até mesmo isso está sendo posto em segundo plano. O decisivo, neste momento, é que se chegue a um consenso em diminuir as emissões dos gases de efeito estufa e que a temperatura não aumente em 2 graus centígrados nos próximos 85 anos.




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