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Energia solar começa a funcionar na sede do Instituto Mamirauá em Tefé

Projeto é o primeiro instalado na região Norte e vai captar energia solar suficiente para abastecer a sede administrativa 28/10/2014 às 11:02
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Placas de captação da energia são giratórias e acompanham o movimento do Sol
Jornal A Crítica Tefé-AM

Foi concluída na sede do Instituto Mamirauá, no Município de Tefé (a 323 quilômetros de Manaus) a instalação do primeiro Sistema Fotovoltaico Conectado à Rede com seguimento solar da região Norte. São duas placas solares em que os módulos são alojados em uma estrutura móvel, na qual o ângulo de inclinação e orientação é variável durante o dia, para possibilitar melhor aproveitamento da radiação solar. Esse tipo de sistema é conhecido como Sistema fotovoltaico Conectado à Rede - com seguimento solar, uma vez que possibilita ao gerador fotovoltaico acompanhar a trajetória do sol.

A energia gerada é conectada à concessionária local. São instalados módulos que transformam a corrente elétrica, injetando a energia gerada direto ao consumo do prédio da Biblioteca Henry Walter Bates do Instituto Mamirauá. A energia excedente, quando a geração é superior à demanda do prédio, é direcionada para a rede de sistema local para distribuição na cidade.

No estudo que orientou a instalação está sendo analisado o desempenho dos dois tipos de sistema, do que segue a trajetória do sol e do que possui orientação fixa dos módulos. O objetivo é avaliar qual o sistema mais adequado como investimento em energia renovável na região.

“Esse estudo é importante em vários aspectos que vão desde a formação de pessoas na Região Norte, muito carente de mão de obra qualificada, até o desenvolvimento de estudos da operação da aplicação solar fotovoltaica nas condições ambientais da nossa região, que é diferenciada”, afirmou o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), Wilson Negrão Macêdo. “Além disso, estamos introduzindo um sistema de geração de energia renovável em uma rede convencional a diesel”, reforçou o pesquisador.

Dados do sistema serão monitorados para avaliar o seu desempenho. Com a instalação de sensores, poderão ser medidos: a energia gerada, a energia que o sistema entrega à rede local, a estimativa de redução de emissão de CO2 na atmosfera, além de variáveis que estão relacionadas diretamente à geração da energia solar, como a temperatura dos módulos, velocidade e direção do vento, entre outros dados.

Eleição de ONGs para o Conama

Começou nesta segunda-feira o prazo para votação das entidades ambientalistas que ocuparão 11 vagas ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As organizações não governamentais eleitas ocuparão as vagas durante o biênio 2015/2017. A votação segue, exclusivamente pela internet, até 28 de novembro,

Podem votar as entidades ambientalistas que estão inscritas, pelo menos, há um ano no Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas (CNEA), tendo como referência a data de publicação da portaria 330 de 10 de agosto último. As ONGs aptas a votarem podem solicitar o código de acesso que será usado na votação eletrônica à comissão eleitoral até as 18h do dia 27 de novembro, véspera da data que encerra a eleição.

Serão eleitas duas ONGs por região geográfica do País e uma de âmbito nacional. Cada ONG poderá votar em duas entidades ambientalistas de âmbito regional (com sede na mesma região geográfica em que se encontra a entidade votante) e em uma para vaga nacional. Serão eleitas as que obtiverem maior número de votos.

O Conama é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). A presença das entidades ambientalistas no conselho representa importante função na defesa da agenda ambiental, em diálogo e negociação com os demais segmentos do conselho.

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