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Estado combaterá Aedes aegypti para evitar casos de Dengue e Zika Vírus no AM

Ministério da Saúde reúne secretários em Brasília para discutir formas de atacar o mosquito, agora associado à microcefalia 10/12/2015 às 10:31
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O secretário de Saúde do AM, Pedro Elias, participou do lançamento do PNM
saadya jezine ---

O enfoque da pauta da reunião técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), ocorrida ontem em Brasília, entre os secretários de Estado e o Ministério da Saúde (MS), foi o combate ao mosquito Aedes aegypti e o lançamento do Plano Nacional de Microcefalia anunciado pelo governo federal esta semana. O PNM foi discutido no Palácio do Planalto, no dia anterior, entre a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, governadores e prefeitos de diversas capitais.

Apesar de o governo federal ter reconhecido a gravidade da situação, identificando como situação epidemiológica os diversos casos, e lançado um Plano Nacional de combate ao mosquito transmissor, secretários que participaram da assembléia ordinária afirmam que a reunião terminou sem planos práticos efetivamente traçados. “É a terceira vez consecutiva que discutimos sobre a situação dos casos de microcefalia, que só aumentam no País”, afirma o secretário do Amazonas, Pedro Elias, que participou do encontro.

O repasse financeiro do governo federal para combate ao Aedes aegypti foi uma das únicas respostas que os secretários obtiveram do documento encaminhado à presidente Dilma, por meio dos governadores. Entre os apontamentos dos secretários, estão reivindicações para o fortalecimento das ações de enfrentamento ao Zika Vírus. Segundo Pedro Elias, não há confirmação de liberação de recurso extra pelo governo federal para o combate à doença nos Estados.

No documento, os secretários pedem a revisão da Portaria que define a forma de repasse dos recursos da Assistência Financeira Complementar (AFC) da União para o cumprimento do piso salarial nacional dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e do Incentivo Financeiro para o fortalecimento de políticas relacionadas a atuação desses profissionais. Outro item é a revisão da Portaria que define o quantitativo máximo de ACEs passível de contratação, defasado atualmente.

Protocolo

O MS estabeleceu um protocolo de enfrentamento emergencial, que consiste, sobretudo, na participação dos agentes ao combate a endemia, com orientações técnicas e diretrizes que devem ser seguidas pelos profissionais da saúde e equipes de vigilância. No entanto, devido a crise econômica do país, é provável que o recurso não dê para aportar tal necessidade “E provavelmente também o governo não aportará recursos adicionais para os Estados. O que preocupa ainda mais”, destaca Pedro Elias.

O protocolo contém a definição de casos suspeitos de microcefalia, durante a gestação, o parto ou após o nascimento. Também traz critérios para exclusão de casos suspeitos e apresenta um sistema de notificação e investigação laboratorial, além de orientações sobre como deve ser feita a investigação epidemiológica, o monitoramento e análise dos dados.

AM sem caso

Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus – esta última associada ao surto de microcefalia que ocorre no Nordeste do País. No Amazonas ainda não foi registrado casos de microcefalia ocasionada pelo mosquito.


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