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Ex-moradores de invasão no Puraquequara denunciam dono de terreno por invadir área

A revolta dos antigos moradores é que o proprietário do terreno onde houve a ação de reintegração no início deste mês se “apossou” da área do assentamento “Familiar Melhor Viver” e está fazendo diversas construções no local 10/11/2015 às 14:17
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Área invadida e reintegrada no ramal do Pescador, Zona Leste de Manaus
Silane Souza Manaus (AM)

Ex-moradores de um terreno localizado no ramal do Pescador, bairro Puraquequara, na Zona Leste de Manaus, onde houve uma ação de reintegração de posse no último dia 5, realizaram uma manifestação no local nesta terça-feira (10) pela manhã. Eles alegam que o dono do terreno que havia sido invadido está se aproveitando para invadir uma área que foi cedida para assentamento pela Secretaria de Estado de Política Fundiária (SPF).

De acordo com o pedreiro Valdemar da Silva Pinheiro, 51, integrante de uma comissão que cuida dos interesses dos ex-moradores, as 84 famílias que viviam no local têm documentos registrados no cartório e na SPF, inclusive, um croqui do terreno que mostra que este era uma área de assentamento e não de invasão. “Houve uma invasão no terreno do Ivan Bertolini, mas nós não fomos condizentes. Mas quando fizeram a reintegração de posse lá vieram fazer no lado que nós estávamos assentados também”, declarou.

Agora, a revolta dos antigos moradores é que o proprietário do terreno onde houve a ação de reintegração se “apossou” da área do assentamento “Familiar Melhor Viver” e está fazendo diversas construções no local. O encarregado de estrutura metálica Silvani Rodrigues, 46, destacou que até agora o empresário não apresentou nenhum documento que confirme que toda aquela área é dele. “A SPF havia nos dados autorização para o assentamento e depois ia vir verificar quem realmente precisava”, declarou.

O lavrador Higino Joaquim Mendes, 71, morava em um lote do assentamento “Familiar Melhor Viver” com a esposa, uma enteada, o marido dela e mais quatro filhos do casal. Ele conta que no dia que houve a reintegração de posse foram obrigados a deixar a casa que foi posteriormente destruída pela polícia. “Nós morávamos no local há oito meses e eles vieram e derrubaram tudo. Agora estamos morando de favor porque não temos para onde ir”, relatou.

De acordo com os manifestantes, a polícia e o oficial de justiça erraram ao reintegrar a posse do terreno além do perímetro que havia sido ordenado judicialmente. Conforme eles, no local, existe outro pedaço de terra onde moravam 84 famílias que estavam regularizadas junto à SPF e que foram retiradas no dia da ação de recuperação de posse do terreno ao lado.

Hoje pela manhã, técnicos da Secretaria de Estado de Política Fundiária estiveram no ramal do Pescador para mapear as coordenadas geográficas do terreno. A pasta pretende aplicar à base cartográfica do Estado para identificação do proprietário daquela área e, possivelmente, resolver o conflito.

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