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Exército Brasileiro viabilizará estruturas em prol de pesquisas científicas na Amazônia

Projeto ‘Antarctica Verde’ será apresentado na segunda quinzena de abril, em São Paulo, pelo Comando Militar da Amazônia, para subsidiar pesquisas 06/03/2015 às 19:05
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O anúncio foi feito durante visita do ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao 5º Pelotão Especial de Fronteira na última quarta-feira. Os projetos serão apresentados primeiramente na USP e Unicamp
Luana Carvalho Manaus (AM)

O projeto “Antarctica Verde”, que pretende viabilizar as estruturas das bases do exército na Amazônia para pesquisas científicas, será apresentado na segunda quinzena de abril, em São Paulo, pelo Comando Militar da Amazônia. O anúncio foi feito durante visita do ministro da Defesa, Jaques Wagner, ao 5º Pelotão Especial de Fronteira na última quarta-feira.

De acordo com o comandante do Exército Brasileiro, Theóphilo Gaspar de Oliveira, os militares darão todo o suporte logístico para cientistas que queiram fazer pesquisas na Amazônia. “Temos pavilhões para civis que estão sem uso. Os transformaremos em hotéis para hospedar os pesquisadores do Brasil inteiro. Eles terão todo o apoio logístico, desde a locomoção em nossas aeronaves à alimentação”, explicou o general.

Os projetos serão apresentados primeiramente na Universidade de São Paulo (USP) e Unicamp e também tem parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Embrapa.

Falta estrutura

“Água, energia e comunicação”. Foram essas as principais reivindicações do general do CMA, Theophilo Gaspar de Oliveira, ao ministro da Defesa Jaques Wagner. “Falta um sistema de água e poços artesianos para fornecermos o melhor aos componentes do pelotão e comunidades. Energia para que nossos aparelhos possam funcionar, a comunidade ianomâmi nos cobra muito. E quando falo em comunicações, falo em transporte, internet e rádio, que é importante para que as famílias dos militares estejam informadas no que está acontecendo no País e para que nós, do CMA, tenhamos uma pronta resposta caso haja perigo em qualquer área da fronteira do Amazonas”.

De acordo com o general, os sistemas de comunicação existentes no 5º PEF não são eficientes. Atualmente, apenas a comunicação via rádios do Exército funciona de verdade. “Também há problemas de horas de voos, com a navegação e pistas de pouso que necessitam de manutenção”. Ele também citou a importância do programa Calha Norte, que objetiva o desenvolvimento e defesa da Região Norte do Brasil.

Ministério da Defesa 

Sobre as reivindicações dos indígenas e militares, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, declarou que irá analisar e buscar orçamento para dar melhores condições aos que residem na região. "Recebi o pedido de energia solar dos ianomâmis e fiquei a par das dificuldades de logística do pelotão. Vou chegar em Brasília, colocar no papel e buscar meios de orçamento de uma forma que a gente possa solucionar estes problemas". 

Jaques disse estar orgulhoso de ter encontrado profissionais dedicados a proteger a soberania brasileira. "É motivo de orgulho estar conseguindo pisar num solo tão distante dos nosso grandes centros e capitais e conhecer pessoas tão empenhadas e apaixonadas pela Amazônia", disse Wagner.

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