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Exposição conta a história do Amazonas em peças arqueológicas

As peças, que ainda estão sendo catalogadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram achadas pelos moradores do Tarumã 28/10/2013 às 18:34
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A exposição está dividida em três momentos, desde os fósseis e artefatos indígenas até os objetos trazidos pelos colonizadores, além de um setor de venda de artesanatos da comunidade
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

A Prefeitura traz mais uma vez para Manaus a exposição ‘Cerâmica Tarumã’, que reúne 150 peças arqueológicas datadas do período colonial. Essa é a terceira vez que a exposição vem para capital e estará aberta à disposição do público a partir desta segunda-feira (28) até o dia 6 de dezembro, no Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), na avenida Joaquim Nabuco, Centro.

A mostra é uma realização do Conselho Municipal de Política Cultural (Concultura) e da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), sendo resultado de 10 anos de pesquisas na comunidade agrícola Amazonino Mendes, localizada na margem direita do Rio Tarumã Mirim.

De acordo com o poeta Celdo Braga, presidente em exercício do Concultura, o trabalho registra de maneira muito importante a história do Amazonas e soma com o movimento de resgate ao centro histórico de Manaus e do ressurgimento de suas tradições.

“Assim como a reinauguração do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, essa ação tem uma prospecção educacional, porque o que queremos é trazer os alunos das escolas públicas e particulares para conhecer o início da nossa história por meio dessas cerâmicas”, destacou Braga.

As peças, que ainda estão sendo catalogadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram achadas pelos próprios moradores da região. Foi nas águas do Tarumã Mirim que as expedições espanholas, holandesas e portuguesas tiveram os primeiros contatos com os nativos indígenas.

Segundo o curador da exposição, Eliel Cavalcante, a exposição nasceu na Escola Municipal Professor Paulo Freire, que está localizada em cima de um sítio arqueológico.

“Pais, alunos e grande parte da população da comunidade Amazonino Mendes, a última comunidade ribeirinha pertencente à cidade de Manaus, participaram dos trabalhos de busca e réplicas das peças originais, como maneira de manter viva essa cultura deixada pela tribo Tarumã”, explicou o curador.

Objetos

Ainda conforme Eliel, a exposição está dividida em três momentos, desde os fósseis e artefatos indígenas até os objetos trazidos pelos colonizadores, além de um setor de venda de artesanatos da comunidade.

“Comparando com história do Amazonas, vimos que as peças arqueológicas encontradas estão de acordo com a bibliografia existente. Encontramos machados, cerâmicas e vários artefatos que transportam dos livros à descoberta de Manaus”, finalizou.

O grupo de alunos da Escola Estadual Alice Salerno, que fica no Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul, visitou a exposição e pôde vivenciar as descrições do explorador Francisco Orellana, contadas em suas cartas do ano de 1542.

“As peças expostas trazem fragmentos da nossa história que muitas vezes passam despercebidos até porque nem sempre estão nos livros de História. Aqui os alunos podem fazer descobertas que vão além das páginas dos livros e entram em contato com aquilo que é nosso, por isso a importância da exposição”, defendeu a professora de Língua Portuguesa e Literatura, responsável pelo grupo de alunos.

As demais escolas interessadas em realizar excursões para prestigiar a exposição “Cerâmica Tarumã” podem ligar para o telefone 3632-2634. As visitações começam às 9h e se encerram às 21h, com entrada gratuita.

*Informações da Semcom

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