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Focos de queimadas aumentam 151% no mês de outubro, no AM

Aumento foi registrado neste mês de outubro, em comparação com 2014. Chuvas amenizaram, mas estão abaixo da média 28/10/2015 às 09:48
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De acordo com monitoramento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o pico das queimadas, no Amazonas, foi registrado em setembro
luana carvalho Manaus (AM)

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 2.392 focos de incêndio no Amazonas em outubro, um aumento de 151% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 17 anos, este é o terceiro maior índice de queimadas registrado no Estado, perdendo apenas para setembro, com 5.882 focos, e agosto, com 4.548 registros. Os recordes são todos de 2015.

Nas últimas 48 horas, haviam 652 focos ativos, segundo dados do histograma de queimadas do Inpe. A chuva dos últimos dias serviu para aliviar a quantidade de fumaça que encobriu Manaus por quase um mês, mas segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), os índices ainda são inferiores aos considerados normais.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Antonio Ademir Stroski, informou que o volume de chuvas para outubro, novembro e dezembro não será suficiente para cessar as queimadas nas florestas. “Em setembro, tivemos um volume de chuvas 20% inferior do que costuma chover neste período. É um ano atípico e o combate às queimadas deve se estender até o final do ano”.

Nos dados fornecidos pelo Inpe, os municípios de Autazes, Apuí, Parintins, Lábrea e Barreirinha lideram o ranking de focos ativos de queimadas no Amazonas. Na Região Metropolitana de Manaus (RMM), Careiro Castanho e Manaquiri também integram a lista de maiores índices de queimada.

Medidas No dia 12 de outubro, foi decretada situação de emergência devido aos incêndios florestais em 12 municípios do Amazonas. “Como as chuvas não vão ser suficientes, a gente precisa que as pessoas parem de fazer fogo no solo e queimar resíduos. Para evitar que a cena se repita, também é importante fazermos uma campanha maciça, desde o começo do ano que vem, uma campanha de conscientização, pois muitas vezes os resultados pedagógicos são mais positivos”, ressaltou.

De acordo com o secretário, as secretarias municipais de meio ambiente dos municípios também devem investir em fiscalização. “A população deve ter ciência de que a queimada é crime ambiental e, além da penalidade criminal, há a questão da penalidade administrativa, com multas”.

Entre as ações emergenciais do decreto de prevenção e controle a queimadas e incêndios florestais estão a criação de um Centro Integrado de Monitoramento Ambiental, formado pela Sema, Batalhão Ambiental, Bombeiros, Defesa Civil e prefeituras, bem como a implantação da Sala de Situação de Controle e Monitoramento Ambiental.

Brigadistas em 18 cidades

Neste ano, o Corpo de Bombeiros formou 1.359 brigadistas de incêndio florestal para atuarem em 18 municípios do Amazonas. O número ainda é insuficiente para combater os incêndios no Estado, mas, segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente, Antônio Stroski, o decreto de situação de emergência permitiu um aporte de recurso para auxiliar os bombeiros e brigadistas.  “Nosso Estado é muito grande e a logística, muitas vezes, é prejudicada. Mas houve um aporte de recusos, por isso foi decretada a situação de emergência, para ajudar a equipar melhor os brigadistas com a aquisição de materiais”. Ao todo são 2.073 brigadistas atuando nos municípios de Autazes, Anori, Caapiranga, Canutama, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba, Itacoatiuara, Itapiranga, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Maués, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva e Tefé.

Em números

5.882 foi a quantidade de focos de incêndio registrados no mês de setembro no Amazonas. O mês bateu recorde de queimadas na região em 17 anos. Agosto registrou 4.458 e outubro 2.392, até ontem.


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