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Força-tarefa dá continuidade às ações em Boca do Acre (AM), que segue em calamidade pública

Oito dos noves bairros do município seguem inundados pela segunda maior enchente na história do município. Pelo menos 90 escolas, além de central de abastecimento de água e postos de saúde, estão paralisados e mais de 70 famílias estão alojadas em barracas de emergência 15/03/2015 às 17:39
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Em estado de calamidade, Boca do Acre (AM) sofre com a cheia do rio
acritica.com* Boca do Acre (AM)

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O município de Boca do Acre, o primeiro do Amazonas a decretar Estado de Calamidade Pública por conta da enchente neste ano, recebeu neste fim de semana a força-tarefa de atendimento da Defesa Civil do Estado. A cheia dos rios já afeta mais de 20 mil pessoas na cidade.  

Dos nove bairros da cidade, oito foram invadidos pela água, esta é a segunda maior enchente no município de aproximadamente 31 mil habitantes. De acordo com a agricultora Ângela Maria, 38, todo o cultivo de banana e milho estão de baixo d’água. “A nossa plantação está toda no fundo do rio, não temos como nos manter, por isso é tão importante essa ajuda do Governo que está distribuindo alimentos e água ”, enfatizou.

Pelo menos 90 escolas (estaduais e municipais), central de abastecimento de água e postos de saúde, estão paralisados por conta da enchente. Sem ter como se abrigar, mais de 70 famílias foram alojadas em barracas de emergência disponibilizadas pela Defesa Civil do Estado. Nesses abrigos a população conta com alimentação, assistentes sociais, médicos, agentes da Defesa Civil do Am e segurança 24 horas.

“O governo do Amazonas e a Defesa Civil do Estado, tem sido parceiros importantes e nos tem abastecido com suprimentos, que nos ajudam a minimizar os problemas relacionados as necessidades da população” destacou o prefeito de Boca do Acre, Iran Lima.


Foram distribuídas mais de 36 toneladas de ajuda humanitária, entre alimentos não perecíveis, kits medicamentos, kits dormitórios (redes, colchões, mosquiteiros), kits higiene pessoal, água potável, hipoclorito de sódio e filtros de água. Também foi disponibilizada uma equipe do Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM), mergulhadores e agentes de apoio para intensificar a assistência as famílias.

“Nós entendemos que o Estado de Calamidade existe, mas a situação está sendo administrada, uma vez que Estado e município estão trabalhando nas necessidades da população e deficiências do município causadas por esse desastre natural”, ressaltou o Secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Roberto Rocha.

Balanço 

O município de Boca do Acre na calha do Purus  que decretou Estado de calamidade pública no ultimo dia 10, é o único do Amazonas em situação extrema. Os municípios de Itamarati/Juruá, Guajará/Juruá/, Ipixuna/Juruá, Eirunepé/Juruá, Envira/Juruá, além de Canutama/ Purus, Tapauá/ Purus, Carauari/ Purus, Pauiní/ Purus, Humaitá/Purus, continuam em Situação de Emergência.


E em alerta permanecem os municípios de Tabatinga, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Tonantins e Benjamin Constant, todos na calha do Solimões. A Defesa Civil do Estado já enviou ao todo 321 toneladas de ajuda humanitária para as mais de 17 mil famílias afetadas pela cheia no Amazonas.

*Com informações da Defesa Civil do AM

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