Publicidade
Amazônia
Amazônia

FVS anuncia ampliação da vacina contra HPV

Em campanha para aplicação da segunda dose, FVS anuncia que, a partir do ano que vem, imunização será o ano todo 13/11/2013 às 09:35
Show 1
Diretor-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária, Bernardino Albuquerque, afirmou que a campanha, iniciada em agosto, deverá ser concluída ano que vem
Steffanie Schmidt ---

Ao todo, 103 mil meninas de 11 a 13 anos deverão ser vacinadas até o final do mês com a segunda dose da imunização contra o Papilomavirus Humano (HPV) no Amazonas. A partir de março de 2014, a vacinação será parte da rotina das escolas da rede pública, segundo o o diretor-presidente da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS), Bernardino Albuquerque.

Quem não tomou a primeira dose não pode tomar a segunda por isso, as meninas cadastradas só precisam apresentar o cartão de vacinação. “Na segunda etapa não precisa mais do formulário de autorização dos pais”, completou o diretor-presidente.

A campanha do Governo do Estado iniciou em agosto e deverá ser concluída ano que vem, já que o intervalo entre a segunda e a terceira dose deve ser de seis meses, segundo Albuquerque. “Entre a primeira e a segunda, esse intervalo é menor, de um mês apenas, por isso já iniciamos a campanha”, completou.

A meta da prefeitura era imunizar 52.578 mil meninas em 682 escolas da rede pública. Em Manaus, foram 48 mil e 55 mil no interior.

Novo estudo
A vacina que está sendo aplicada no Amazonas é oriunda da fabricante de medicamentos britânica Glaxo Smith Kline e requer a aplicação de três doses para a completa imunização.

Segundo Bernardino Albuquerque, os lotes sofrem rigorosa fiscalização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e é testada antes pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS).

No último dia 4, um estudo publicado pelo Instituto Nacional do Câncer (NCI) em Bethesda (EUA), identificou a necessidade de uma única dose da vacina contra o HPV para garantir a imunidade de longa duração contra o vírus.

Os testes foram feitos em dois grupos: os que receberam três doses e o que receberam uma. Em ambos os casos, os níveis de anticorpos para os dois tipos de vírus mais comuns nas mulheres permaneceram no sangue por até quatro anos. No entanto, o NCI alerta que é preciso realizar mais estudos antes de decidir alguma mudança, mas considerou a descoberta como “promissora”.

O estudo foi financiado pelo NCI para testar a eficácia da vacina Cervarix, do laboratório GSK. “Isso depende da repetição dos resultados. Trata-se apenas de um primeiro trabalho”, afirmou Albuquerque.

Publicidade
Publicidade