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Amazônia
Meio ambiente, aves, gavião-real, BPAMB, AM-010, Resgate

Gavião é resgatado em rodovia do AM, impossibilitado de voar

Resgate foi feito pelo Batalhão Ambiental, que transportou a ave até o Sauim Castanheiras, onde ela foi submetida a avaliação e outros cuidados necessários 07/02/2013 às 16:27
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Gavião-tauató foi encontrado em um ramal, e não teria voado, devido as penas cortadas das asas
Síntia Maciel Manaus

Um gavião-tauató foi resgatado na manhã desta quarta-feira (27), por uma equipe do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAMB), da Polícia Militar, no quilômetro 53, da rodovia estadual AM- 010 (Manaus - Itacoatiara).

De acordo com os militares do Batalhão Ambiental, a ave era mantida em cativeiro desde filhote e teria fugido da clausura.

Entretanto, como as penas de suas asas foram cortadas desde que era filhote, o gavião não conseguiu voar e ficou vagando dentro do ramal ZF1, localizado no quilômetro 53 da AM-010.

Ainda segundo os militares, por ser uma ave de fácil manejo e por se alimentar de carne, é comum que este tipo de gavião seja mantido em cativeiro.

Este foi o terceiro gavião-tauató resgatado este ano por uma guarnição do BPAMB.

Cuidados
Levado para o Refúgio Sauim Castanheiras, localizado no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus, de acordo com o gestor do local, o veterinário Laérzio Chiezorin, a ave ficaria descansando por algum tempo, até ser submetida a uma análise minuciosa.

“Ele está um pouco estressado, devido a viagem que teve que fazer, depois é iremos verificar se ele está com alguma lesão, alguma infecção ”, explicou.

Em uma observação rápida feita no gavião, o veterinário identificou apenas uma lesão antiga na cabeça da ave, mas sem importância, além de constatar que as penas das asas do animal teriam sido retiradas, ainda quando pequeno, e que o mesmo estaria magro.

Segundo Laérzio, o gavião-tauató não é comum na área urbana, e sim em zonas rurais, principalmente em área de várzea.

Indagado a respeito da reintegração da ave à natureza, ele salientou que em virtude do histórico do gavião – provavelmente oriundo de um cativeiro -, o seu retorno deverá ser avaliado.

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