Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Amazônia

Governo do AM defende que Rio+20 dê voz aos habitantes da floresta

Para o governador Omar Aziz, o Brasil tem condições de se posicionar como agente mundial na questão da preservação e não deve apenas participar com ouvinte ou receptor de sugestões de outros países



1.jpg Governador do Amazonas, Omar Aziz, durante sua fala no encontro de governadores da Amazônia, que está acontecendo em Belém (PA)
26/03/2012 às 14:00

O governador do Amazonas, Omar Aziz, defendeu na manhã desta segunda-feira (26), durante sua fala no encontro de governadores da Amazônia, que está acontecendo em Belém (PA), que a voz dos habitantes desta região do Brasil seja ouvida e os interesses dos povos da floresta sejam defendidos. Este é o primeiro encontro de governadores para discutir uma proposta a ser levada para a Rio+20, conferência que vai tratar da questão ambiental no mundo e acontecerá em junho, no Rio de Janeiro.

Para Omar, o Brasil tem condições de se posicionar como agente mundial na questão da preservação e não deve apenas participar com ouvinte ou receptor de sugestões de outros países.

De acordo com o governador, não dá para falar de preservação da floresta sem priorizar as pessoas que habitam nela. É preciso pensar em soluções práticas que permitam desenvolvimento socioeconômico, ter uma política definida para desenvolvimento sustentável, para que as pessoas tenham uma qualidade de vida melhor, tenham saúde e educação de qualidade, como todo brasileiro.  “O que queremos são decisões práticas, são benefícios para o povo que habita a floresta e que preserva esta floresta, a mantendo de pé,
prestando serviços ambientais para o Brasil e o mundo”.

Entre as propostas a serem encaminhadas pela reunião de governadores está a compensação financeira pela manutenção da floresta em pé, o chamado crédito de carbono. Para isso, o governo brasileiro teria que aprovar a Unidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). A implantação do sistema contribuirá para que as florestas brasileiras sejam vistas como ativos econômicos e, segundo o governador, seria uma forma de
recompensar os caboclos, índios e ribeirinhos do Amazonas que ajudam a manter quase 98% da floresta intacta.

Em meio à discussão e à luta por ganhos, o importante será assegurar melhores condições de sobrevivência ao povo da Amazônia levando em consideração, por exemplo, a especificidade  geográfica da região. “É impossível, ainda, pagar ao Amazonas o mesmo valor dos procedimentos do SUS que se paga em outras regiões brasileiras, quando temos uma geografia totalmente diferente e específica. Assim como deveríamos ter benefícios econômicos, inclusive com a redução dos juros”.

Com informações da assessoria.

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