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Amazônia
meta é chegar a 2018 com 68 ton/ano

Governo do Amazonas quer selo de produto sustentável para a psicultura

Técnicos do governo estadual, produtores, cientistas e organismos ambientais discutem, desde o último dia 12, propostas para impulsionar os setores de aquicultura e piscicultura, fruticultura, produtos florestais madeireiros e cosméticos, além da área de fármacos, turismo, energia e minérios, logística e comunicação 27/04/2016 às 11:38 - Atualizado em 27/04/2016 às 12:27
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Foto: Érico Xavier / Agência Fapeam
acritica.com* Manaus (AM)

Um grupo de trabalho, formado por técnicos do governo estadual, produtores, cientistas e organismos ambientais tem se reunido no Centro de Convenções Vasco Vasques, na Zona Centro-Sul de Manaus, desde o último dia 12, para alinhar medidas para impulsionar a criação de peixe em cativeiro e atrair investidores privados para o negócio, entre outras coisas. Até o dia 4 de maio, eles irão formatar propostas em oito setores prioritários: aquicultura e piscicultura, fruticultura, produtos florestais madeireiros e cosméticos, além da área de fármacos, turismo, energia e minérios, logística e comunicação.

“Esse encontro tem dois pilares: a expansão do distrito industrial e a diversificação da economia com a inclusão de insumos da economia regional. Vamos conversar com as pessoas do mundo produtivo e com pesquisadores que se dedicam sobre o tema para avaliar as melhorias”, ressaltou o secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Thomaz Nogueira.

Indústria do peixe

Como resultado da política de incentivos do Governo do Estado, a piscicultura conseguiu avançar sua produção em 58% em cinco anos. Ano passado, a produção chegou a 21 toneladas. A proposta é impulsionar a atividade com fins de industrialização e obter um selo de produto sustentável. Até 2018, a meta é chegar a 63 toneladas. Para isso, a estratégia inclui organização da cadeia produtiva, expansão da assistência técnica e a busca por financiamentos externos, além de melhorar o escoamento e a energia elétrica. Atrair os investidores é etapa primordial, afirma o secretário de Estado de Produção Rural, Sidney Leite.

“Precisamos atrair os investidores. Essa proposta do Governo do Estado tem esse objetivo, de consolidar a cadeia, e um maior aporte de recursos. Nesse momento, a gente tem dificuldades em função da crise econômica, mas o governo vem trabalhando no sentido de capitanear outras fontes. Agora mesmo estamos trabalhando em cima de um projeto que visa buscar recursos externos para que a gente possa ampliar e atingir essa meta e aumentar a produção e a produtividade”, disse.

A proposta é estimular a atividade em áreas que sofreram desmatamento, tanto projetos em tanque escavado e em tanque rede. Cidades da Região Metropolitana de Manaus, municípios do médio Amazonas e do Sul do Estado estão incluídos no mapa de negócios que vem sendo trabalhado para apresentar ao empresariado.

Fundo será um dos incentivos - Entre as medidas para impulsionar o setor, está a criação do Fundo Estadual de Pesca e Aquicultura. O novo fundo vai guiar recursos financeiros para o fomento, conservação, e desenvolvimento tecnológico, econômico e social da pesca e aquicultura no Amazonas. A proposta está sendo encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado.
 
“Vamos trabalhar a cadeia produtiva e resolver a questão do insumo, que é algo que tem sido sempre colocado pelos criadores e produtores com óbices. A outra questão é que vamos trabalhar tanto com a agricultura familiar, quanto com médios e grandes produtores. Fazer a integração: ter um grande produtor, integrado aos pequenos. Ver também a questão do beneficiamento, os frigoríficos, as fábricas de gelo, para que a gente possa fazer isso e agregar valor ao produto”, ressaltou Sidney Leite.
 
As jornadas de Desenvolvimento são um desdobramento do Fórum Matriz Econômica Ambiental, realizado em de março com a participação de embaixadores e diplomatas de dez países, pesquisadores e ambientalistas. “Nesse primeiro instante é ouvir o empresário, quais são as suas carências, as suas preocupações. A partir daí, tem todo um marco legal do ponto de vista ambiental, do ponto de vista tributário, do ponto de vista da produção científica”, afirmou o secretário Thomaz Nogueira.
 
As Jornadas de Desenvolvimento estão sendo organizadas pelas secretarias de Estado de Planejamento (Seplan-CTI), de Produção (Sepror) e de Meio Ambiente (Sema). Os seminários acontecerão no Centro de Convenções Vasco Vasques, das 9h às 16h, de acordo com o calendário abaixo:
 
JORNADAS DE DESENVOLVIMENTO - AGENDA

 
12/04 - Aquicultura e Piscicultura

13/04 - Fruticultura

19/04 - Produtos Florestais Madeireiros

20/04 - Cosméticos

26/04 - Fármacos

27/04 - Turismo

03/05 - Energia e Minério

04/05 - Logística e Comunicação

*Com informações do site do Ipaam

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