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Governo Federal investirá R$ 1,2 milhão para reforçar práticas de agricultura familiar no AM

A partir desses recursos, agricultores e pesquisadores poder trabalhar, dentre várias ações, na ampliação da produção, coleta e no investimento de novas técnicas   15/10/2014 às 14:51
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Ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Diogo de Sant’Ana conheceu outros projetos tocados no Musa
ACYANE DO VALLE ---

A agricultura orgânica de Manaus ganhou, ontem, um importante impulso com a assinatura de um convênio que prevê o repasse de R$ 1,2 milhão para o desenvolvimento da agroecologia no Estado. Na região Norte, apenas três projetos foram contemplados, dois no Acre e um no Amazonas – o da Rede Maniva de Agroecologia (Rema), que beneficiará 2,6 mil agricultores familiares.

A partir desses recursos, agricultores e pesquisadores vão trabalhar, dentre várias ações, na ampliação da produção de mudas, coleta de sementes, no investimento em técnicas agrícolas que valorizam a floresta em pé, além da capacitação das pessoas que atuam nesta área e até na ampliação da feira de produtos orgânicos, que funciona nas dependências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), na rua Maceió, Zona Centro-Sul. O ministro-chefe interino da Secretaria Geral da Presidência da República, Diogo de Sant’Ana, que veio a Manaus para a assinatura do convênio, explicou que o governo criou o Plano Nacional de Agroecologia, com investimentos de mais de R$ 8 bilhões, sendo que uma parte direcionada para o programa Ecoforte, que tem o objetivo de fortalecer as redes de agroecologia no País e fazer com que haja mais capacitação, produção e comercialização de produtos orgânicos nos Estados. “Em Manaus, com o apoio do Museu da Amazônia, iremos trabalhar a rede de produtores agroecológicos, fazendo com que a feira de produtos orgânicos de Manaus seja fortalecida. Essa iniciativa também vai despertar maior interesse na produção de alimentos sem a utilização de produtos químicos e valorizar o trabalho do produtor local”, declarou.

A agroecologia permite aos agricultores a utilização de técnicas mais sustentáveis e com baixo impacto, por não usar agrotóxico ou fertilizantes minerais. “O Brasil é campeão mundial em produção orgânica e, ao mesmo tempo, é também campeão mundial em uso de agrotóxico na agricultura”, comentou o coordenador da Rede Maniva de Agroecologia, Márcio Menezes. Um estudo desenvolvido pela Fiocruz revelou que o brasileiro consome, anualmente, 5,2 quilos de agrotóxico. “As consequências são diversas: contaminação do solo, da água, do ar, do agricultor e do consumidor, que também fica exposto a uma série de doenças, inclusive o câncer”, acrescentou Márcio. A alternativa é se buscar produtos orgânicos, que são mais saudáveis e não agridem o meio ambiente, mas, para isso é preciso que haja investimento na produção e na capacitação do agricultor para que o consumidor encontre esses alimentos nas feiras, supermercados, restaurantes, padarias e outros estabelecimentos.

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