Sexta-feira, 20 de Setembro de 2019
CADEIA NACIONAL

‘Incêndios florestais existem no mundo todo’, diz Bolsonaro em pronunciamento

Para o presidente, queimadas não podem servir como pretexto para que o Brasil sofra sanções internacionais. Segundo ele, o governo terá tolerância zero com queimadas criminosas



jb_3B126F60-6174-4852-820D-88E715B8822D.jpg Foto: Reprodução/Internet
23/08/2019 às 20:04

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, na noite desta sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro criticou possíveis sanções internacionais que o Brasil poderia sofrer devido aos problemas ambientais recentes, como as queimadas na Amazônia. Segundo o presidente, os incêndios são acontecimentos comuns que acontecem no mundo todo devido ao tempo seco e quente e ‘não podem servir como pretexto para que o Brasil sofra sanções’, disse.

Durante a sua fala, o chefe do Executivo também criticou a divulgação de dados ou mensagens infundadas dentro ou fora do Brasil, ‘não contribuem e servem apenas para desinformação’, disse o presidente.

“Estamos em uma época onde a seca e o calor intenso aumentam a incidência de incêndios. Mesmo que as queimadas não estejam fora das médias dos últimos 20 anos, não estamos satisfeitos com o que estamos vendo. É preciso combater as queimadas”, destacou Bolsonaro.

O presidente citou ainda o desejo de desenvolvimento da população que vive na região afetada pelos incêndios e desmatamento. “Naquela região [Amazônia] vivem mais de 20 milhões de pessoas que há anos esperam por desenvolvimento. É preciso dar oportunidade a todas essa população e é nesse sentido que trabalha o governo”, declarou.

Pressões internacionais

As queimadas na região amazônica têm aumentado a pressão internacional sob o Brasil. Na quinta-feira (22), Bolsonaro atacou o presidente da França, Emmanuel Macron, após sugestão de levar os incêndios na Amazônia para reunião do G7. 

Além disso, Irlanda e França anunciaram que estudam votar contra o livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul por conta da falta de medidas e comprometimento do presidente na defesa do meio ambiente.

No início deste mês a Alemanha e a Noruega suspenderam cerca de R$ 288 milhões em investimentos para o Fundo Amazônia. A justificativa foi o constante aumento dos índices de desmatamento e queimadas em 2019.

Tolerância zero

Segundo Bolsonaro, o governo irá intensificar a fiscalização e a repressão aos responsáveis por queimadas e desmatamento criminosos. Para isso, os estados irão contar, segundo ele, com ajuda das Forças Armadas.

“Autorizarei a garantia da lei e da ordem com o emprego extensivo de pessoal das Forças Armadas. O apoio deles irá reprimir as atividades ambientais ilegais e conter inclusive as queimadas nesses locais”, disse o presidente.

Durante a tarde desta sexta-feira (23), Jair Bolsonaro assinou um decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica.

O decreto de Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal, porém, o emprego dos militares será autorizado apenas mediante requerimento do governador de cada estado da região.

Exemplo Brasil

O presidente também destacou a posição do Brasil como exemplo mundial em sustentabilidade.

“O Brasil preserva muito as suas florestas. Possuímos um código ambiental que deveria servir de exemplo para o mundo, além de uma matriz energética renovável. Avançamos em diversos aspectos ambientais que diversos países do mundo não conseguiram avançar. O Brasil sempre foi e vai continuar a ser um país que preserva as suas florestas”, finalizou o presidente.

>>> Leia Mais: 'Precisamos sim', diz Wilson Lima sobre repasses da Alemanha e Noruega ao Fundo Amazônia

 

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