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Indígenas de 123 aldeias recebem atendimentos especializados de saúde

Expectativa é de que cerca de 300 cirurgias, como de catarata e hérnia, sejam realizadas. Os atendimentos especializados são na área de odontologia, clínica geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia 11/07/2016 às 21:41 - Atualizado em 11/07/2016 às 21:50
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Expectativa é atender cerca de 2 mil indígenas de várias comunidades. (Mistério da Saúde)
acritica.com* Manaus (AM)

Cerca de 2 mil indígenas que vivem em 123 aldeias do Amazonas deverão receber atendimento especializado em diversas áreas, até o próximo sábado (16), em Parintins. A ação é uma parceria da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde (MS), Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Parintins, e os Expedicionários da Saúde (EDS), organização não governamental que há 14 anos exerce trabalho humanitário em comunidades indígenas do Norte do Brasil. 

A expectativa é de que cerca de 300 cirurgias, como de catarata e hérnia, sejam realizadas. Os atendimentos especializados são na área de odontologia, clínica geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, segundo informou a coordenadora do DSEI Parintins, Paula Rodrigues. “A ideia é praticamente zerarmos as filas por cirurgias gerais e oftalmológicas (dentre outras) entre os indígenas de quase 120 aldeias da região”, afirmou. 

Uma estrutura física foi montada em Parintins para a realização dos atendimentos. Essa estrutura conta com centros cirúrgicos e equipamentos para a realização de exames de ultrassonografia. Também participam da iniciativa o Ministério da Defesa, Fundação Nacional do Índio (Funai), Secretarias Municipais de Saúde de Parintins, Barrerinhas e Maués, além das comunidades indígenas existentes na região, por meio de seus caciques e tuxauas.

Trabalho voluntário

O mutirão conta com voluntariado de equipes logísticas e de saúde e com os investimentos feitos pelo Governo Federal e outros apoiadores. “Para que este mutirão em Umirituba, por exemplo, fosse realizado, nós colocamos nossas equipes em área desde o mês de fevereiro, para realizar as visitas aos 12 Polos Base de Saúde, conversar com caciques e lideranças, e realizar uma pré-triagem para dimensionar o quantitativo de indígenas a serem operados ou atendidos no mutirão”, explicou a coordenadora. 

De acordo com ela, o suporte logístico da expedição também fica a cargo do DSEI Parintins, sobretudo no que diz respeito ao transporte, acomodação e refeição dos pacientes indígenas que são deslocados de diferentes regiões do distrito para o Polo Base onde ocorre a expedição. “Isso demanda, por exemplo, além de profissionais em área e muito combustível, aluguel de barcos grandes com capacidade para transportar até 150 pessoas. Nesta expedição, além de disponibilizar toda estrutura de barcos e lanchas do DSEI, nós tivemos que alugar quatro destes barcos para trazer pacientes de diferentes regiões, como a de Maués”, disse ela. 

Integração entre os profissionais

A montagem da infraestrutura também demandou integração entre profissionais que atuam na logística, saneamento e atenção do DSEI, além dos Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Saneamento (AISAN).  Foram eles os responsáveis por garantir as adequações necessárias na escola que recebe o mutirão, a exemplo da construção de barracão para o centro cirúrgico, alojamentos para pacientes e voluntários, banheiros e passarelas para o transporte de pacientes entre uma área e outra. O Exército Brasileiro, por meio do Pelotão de Fronteira da região, atua no transporte fluvial de insumos para operação.

Em 35 edições, desde 2004, as equipes dos Expedicionários da Saúde - EDS já realizaram mais de seis mil cirurgias e mais de 35 mil atendimentos especializados. A área coberta pelas ações dos voluntários é equivalente ao território da França, sendo a grande maioria de terras indígenas demarcadas.

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