Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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Amazônia

Indígenas montam acampamento em frente ao MPE-AM para pressionar por moradia

Pelo menos 200 índios de diversas etnias pedem anulação de reintegração de posse em terreno na região do Tarumã, na Zona Oeste de Manaus, local que ficou conhecido por ser o primeiro "bairro" composto apenas por indígenas


14/04/2015 às 14:45

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Cerca de 200 índios de 25 etnias diferentes acamparam, nesta terça-feira (14), em frente ao prédio do Ministério Público Estadual (MPE), na avenida Cel. Teixeira, bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus. Eles tentavam anular a reintegração de posse de uma área onde moram há quatro anos, na avenida do Turismo, comunidade “Nações Indígenas”, Zona Oeste, região do Tarumã.

A área, ocupada por cerca de 300 famílias, foi requerida, primeiramente pelo MPE e depois pelo espólio de uma mulher identificada apenas como Eva. Na manifestação, por duas vezes o grupo de nativos bloqueou a avenida, paralisando o trânsito no sentido Centro-Ponta Negra.

Cinco caciques foram recebidos pelo Procurador Geral do MPE, Fábio Monteiro e pela secretária geral do órgão, Leda Mara Nascimento Albuquerque, e obtiveram deles a garantia de que, nos próximos dias terão um encontro com um promotor da 4ª Vara Federal para analisar o caso.


“Ainda não dá para comemorar. Só vamos ficar felizes quando tiver uma decisão definitiva sobre a permanência da gente no local. O Dr. Fábio Monteiro disse que a reintegração de posse está assinada, mas não é definitiva”, Ana Célia Barros da Costa, cacique da etnia miranha. “Lá já apareceram três donos. Agora estão dizendo que é Área de Proteção Ambiental (APA)”, disse Pedro dos Santos Vale, 65, líder da etnia mura. 

Ocupação

A ocupação ocorreu em abril de 2011 e ficou conhecida como o primeiro “bairro” ocupado apenas por indígenas na capital amazonense. Na época havia representantes das etnias cocama, miranha, mura, pira-tapuia, macuxi, baré, tikuna, munduruku e sateré-mawé. Hoje, os nativos não mais únicos na área.

O protesto também foi contra a expressão “supostos índios” usada pela promotora do MPE, Kátia Maria de Araújo, quando estava com o processo.

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