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Indígenas realizam oficina de projeto político-pedagógico em escolas de nível médio Baniwa

Aproximadamente 50 indígenas (dez de cada escola) são esperados no evento, que é promovido pela Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI) 16/11/2013 às 16:16
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A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) tem acompanhado e participado do processo de discussão
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

No período de 18 a 23 deste mês, o município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus) será sede da Oficina de Elaboração do Projeto Político-Pedagógico para as Escolas Estaduais de Ensino Médio Baniwa. Aproximadamente 50 indígenas (dez de cada escola) são esperados no evento, que é promovido pela Organização Indígena da Bacia do Içana (OIBI).

O projeto é resultado de um longo debate e estudos feitos pela Escola Pamáale sobre os idosos do Içana e afluentes, que culminaram com a realização do 5º Encontro de Educação Baniwa e Coripaco, no início de junho, na comunidade Tunui Cachoeira. Na ocasião, os indígenas propuseram ao Governo do Estado, a criação de quatro escolas estaduais de ensino médio baniwa. A Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) tem acompanhado e participado do processo de discussão.

De acordo com o presidente da OIBI, André Baniwa, a proposta de criação das escolas abrange não somente à questão da educação, mas também à gestão ambiental, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, empreendedorismo e outros conhecimentos fundamentais, que serão eleitos na oficina para que se tornem missão institucional nas escolas de ensino médio em questão.

“A região do rio Negro é pioneira em discutir a educação escolar indígena brasileira de ensino médio, fundamental e superior”, destacou André Baniwa. “Temos um projeto de produção de conhecimento intercultural, que valoriza e fortalece os conhecimentos indígenas e não indígenas, com ciência e tecnologia, e por isso é importante que o governador oficialize, por meio de decreto, essas escolas, que já funcionam como anexos há mais de cinco anos”, sugeriu o titular da OIBI.

A previsão é de que as escolas atendam há cerca de mil estudantes, filhos Baniwa e Coripaco, anualmente.   

Além da Seind, a oficina em São Gabriel da Cachoeira também terá o apoio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), Coordenadoria  de Associações  Baniwa  e  Coripaco (CABC), Instituto  Socioambiental (ISA), Secretaria Municipal de Educação e Cultura do município (Semec) e da Fundação Nacional do Índio (Funai), representada pela Coordenação Regional do Rio Negro.

Protagonista

A OIBI foi fundada em 1992 e é protagonista no movimento pela educação escolar Baniwa e Coripaco. Por meio de encontros, a entidade criou e implantou a Escola Baniwa e Coripaco no ano de 2000; influenciou a criação de Magistério Indígena em São Gabriel da Cachoeira; e agora, depois de 14 anos, voltou a realizar o 5º Encontro de educação Baniwa e Coripaco em 2013.

“Nosso foco é a criação das Escolas Estaduais de Ensino Médio Baniwa e, por isso, já demos entrada no protocolo junto à Casa Civil, em busca de apoio do governo”, ratificou Anbdré Baniwa.

*Com informações da Seind

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