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Índios bloqueiam rodovia 'Transamazônica' e impedem entrada em Belo Monte (PA)

Os índios estão reivindicando por mais escolas, moradia e demarcação de terras. Em nota, a Norte Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, condenou o fechamento da rodovia 12/01/2015 às 17:16
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Ônibus do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) foram incendiados e funcionários estão sendo impedidos de entrarem na obra.
Luana Carvalho Manaus (AM)

Cerca de 50 índios ‘não aldeados’ estão bloqueando a BR 230 (Transamazônica), no quilômetro 27, desde o último sábado (10), para impedirem o acesso de ônibus e carros para a obra da hidrelétrica Belo Monte, em Altamira (PA). Dois ônibus do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) foram incendiados e funcionários estão sendo impedidos de entrarem na obra. As informações foram confirmadas pela assessoria de comunicação da construtora. 

Os índios estão reivindicando por mais escolas, moradia e demarcação de terras. De acordo com o jornalista Felipe Adms, da Rede Record de Altamira, caciques indígenas negaram que o protesto seja das etnias do Xingu. 

“Os índios da Associação Tyoporimo que não são aldeados e se intitulam índios ribeirinhos assumiram a autoria dos protestos, como pauta eles apresentam reclamações de que não estão sendo contemplados com os investimentos indígenas previstos no Projeto Básico Ambiental, componente indígena para a construção de Belo Monte”, informou. 

A transamazônica continua bloqueada nesta segunda-feira (12). “As obras não foram paralisadas porque existem muitos funcionários alojados nos canteiros. Mas os trabalhadores que moram em Altamira, que são maioria, não podem passar”, contou o operador de veículos pesados, Antônio Arruda. 

Os índios só estão permitindo que carros de passeios atravessem o bloqueio. “Os critérios são bem subjetivos. Eles olham para as pessoas que estão no veículo, e se acharem que elas não são trabalhadores da obra, deixam passar”, contou o assessor de comunicação da CCBM, Fernando Santana. 

Em nota, a Norte Energia, responsável pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte, condenou o fechamento da rodovia Transamazônica “por um pequeno grupo de indígenas citadinos com o uso de violência”. 

A Empresa garantiu que vem cumprindo todo o Plano Básico Ambiental – Componente Indígena (PBA-CI), tendo inclusive um comitê de acompanhamento integrado por todos os indígenas. “A Empresa não realizará negociação enquanto perdurar o clima de ameaça e o bloqueio da estrada”, dizia a nota.

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