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Amazônia
COP 24

Iniciativas feitas no AM para diminuir efeitos das mudanças climáticas são destaque na COP 24

Entre elas estão ações que, além de reduzirem o desmatamento, geram qualidade de vida e crescimento econômico à população da floresta, como manejo florestal e compensação por emissão de gases do efeito estufa 13/12/2018 às 11:33
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Foto: Divulgação
acritica.com

De 2008 a 2016, o desmatamento dentro das Unidades de Conservação (UC) do Amazonas diminuiu 58% graças a ações de conservação e valorização da população que vive na floresta dentro de áreas protegidas. Esse resultado positivo, que contribui diretamente para diminuição dos efeitos das mudanças climáticas, vem sendo apresentado na 24ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), ou Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP24, que está acontecendo em Katowice, na Polônia, desde 2 de dezembro.

Na conferência, que tem como principal objetivo elaborar e adotar um pacote de decisões que garanta a plena implementação do Acordo de Paris (intitulado “livro de regras”), líderes mundiais e especialistas em meio ambiente e clima debatem e decidem os novos rumos do planeta para reduzir o aquecimento global.

As soluções aplicadas no Amazonas com esse objetivo serão apresentadas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável na Amazônia (SDSN-Amazônia).

Entre elas estão iniciativas que, além de reduzirem o desmatamento, geram qualidade de vida e crescimento econômico à população da floresta, como projetos de manejo florestal, compensação por emissão de gases do efeito estufa e modelo de gestão participativa.

O primeiro evento co-realizado pela FAS aconteceu nesta terça (11) com um painel sobre as experiências subnacionais do Brasil e do Peru em gestão de áreas protegidas, estratégias sinérgicas e financiamento climático.

Além dessas pautas, a promoção de projetos de desenvolvimento sustentável, envolvimento social e conservação ambiental como a experiência vivida no Amazonas, projeto REDD+ Juma, desenvolvido na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma, que fica município de Novo Aripuanã, a 227 quilômetros de Manaus, capital, foram compartilhados aos participantes do setor público, privado e do terceiro setor.

“Um dos pontos importantes apontados no evento é que a FAS consegue reunir setor privado, como empresas como o Marriott International, fundos financiadores como o Fundo Amazônia e governo como o Governo do Estado do Amazonas para, eventualmente com as comunidades e associações especificamente desse projeto de moradores e usuários da reserva do Juma, desenvolver um plano de gestão da reserva e implementar esse plano com ajuda de recursos privados no caso específico do Marriott, do Bradesco e da Samsung, e assim, compartilhar com outros países esses modelos de gestão”, explicou o gerente do Programa de Desenvolvimento Institucional da FAS, Victor Salviati.

Ao final do evento, após também a apresentação do REDD+ Indígena da Amazônico (RIA), projeto implementado pela Associação Nacional de Executores do Contrato para a Gestão de Reservas Comunais do Peru (ANECAP), um termo de cooperação técnica e institucional entre a FAS e a ANECAP foi assinado com o objetivo de gerar uma plataforma de colaboração para desenhar e buscar soluções para a conservação da floresta Amazônica.

Programação

Também na terça (11) a SDSN Global (Sustainable Development Solutions Network), promove um diálogo entre empresas, governo e academia sobre soluções de uso do solo, do clima e a redução do uso do carbono, onde a FAS fará intervenções sobre como soluções voltadas para as questões climáticas podem ser escalonadas, abordando o papel das empresas, das políticas públicas e da sociedade civil.

Na quinta-feira (13), a FAS também co-realizará evento, em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), desta vez sobre estratégias de longo prazo do governo brasileiro e sobre o papel da sociedade civil e do setor empresarial. “Isso comprova e mostra que a FAS está inserida em agendas internacionais sempre fazendo esse paralelo entre o que ocorre nas conferências com as ações práticas subnacionais, que são implementadas nas Unidades de Conservação do Amazonas, trazendo assim a importância da conservação florestal para a regulação do clima”, explicou a supervisora técnica de projetos da FAS, Gabriela Sampaio.

COP 24

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas vem acontecendo desde 2 de dezembro em Katowice, na Polônia, reunindo líderes mundiais e especialistas para discutir e trocar ideias sobre como reduzir os efeitos das mudanças climáticas. Após uma semana de painéis com amostra de estudos científicos e exposição dos dados mais recentes sobre aquecimento global, o evento entra na fase de negociações para chegar a um comum acordo sobre as regras para implementar o Acordo de Paris.

*Com informações da assessoria de imprensa

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