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INPA realiza exposição de tecnologias sociais sustentáveis

Foram apresentados 30 projetos de pesquisas patenteadas pelo INPA, nas áreas de diversidades vegetais em frutas, hortaliças, madeiras, insetos típicos da Amazônia e abelhas sem ferrão em meliponicultura, além do sistema ecológico de desinfecção de água pelo processo de energia solar 18/09/2015 às 23:47
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Exposição foi sucesso de público
Augusto Costa Manaus (AM)

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) realizou de 14 a 18 de setembro, Exposição Cultural no Shopping Via Norte, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, com amostras de tecnologias sociais sustentáveis, da biodiversidade Amazônica. Durante a exposição que aconteceu no horário das 15h às 19h, foram apresentados 30 projetos de pesquisas patenteadas pelo INPA, nas áreas de diversidades vegetais em frutas, hortaliças, madeiras, insetos típicos da Amazônia e abelhas sem ferrão em meliponicultura, além do sistema ecológico de desinfecção de água pelo processo de energia solar.

De acordo com o extensionista rural do INPA, Gário Florêncio, 56, atualmente o órgão possui mais de 60 projetos de pesquisa em processo de patentes que vão contribuir com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ele disse que o objetivo da exposição de tecnologias sociais sustentáveis é divulgar o trabalho dos pesquisadores e popularizar a ciência, além de levar a cultura do conhecimento para a população de Manaus.  

“A exposição começou na segunda feira e foi até sexta-feira. Uma das grandes alternativas para a região é o projeto Ecolágua que consiste num sistema ecológico de desinfecção de água pelo processo de utilização de um aparelho que utiliza a energia solar. O funcionamento do ecolágua é um sistema de capacitação movimentado pelo sistema de energia solar e pela emissão de uma luz de raio ultravioleta que mata todas as bactérias deixando a água potável e que pode atender as comunidades rurais e áreas indígenas. O aparelho já é produzido por uma empresa em Manaus”, afirmou Florêncio.

Os visitantes da exposição gostaram do que viram e ficaram surpresos com o desenvolvimento das pesquisas realizadas pelo INPA na região Amazônica. A agricultora Cássia Pinheiro, 43, que mora às margens do rio Mamuri no município de Autazes (a 108 quilômetros de Manaus), e estava de passagem por Manaus, se identificou com a diversidade de frutas e vegetais pesquisados. 

“Lá onde eu moramos já cultivamos o cubiu que é uma espécie de fruta que comemos com peixe é muito gostoso. De acordo com as pesquisas do INPA essa fruta é saborosa para ser consumida como suco e ainda ajuda no combate à diabetes. Também gostei da tecnologia de energia solar para tratamento de água potável”, afirmou Pinheiro.

As pessoas que visitaram a exposição também conheceram artigos para decoração fabricados com restos de madeiras e materiais verdes para construção (materiais ecológicos), como produção de tijolos a partir de cascas de castanha e açaí e placas com maravalhas (sobras) de madeiras.

Os estudantes e jovens interessados em seguir carreira nas áreas biológicas poderão tirar dúvidas e saber mais informações sobre os cursos de pós-graduação oferecidos pelo Inpa – nível de Mestrado e Doutorado. A instituição possui nove programas e participa de mais um – Aquicultura - em ampla associação com a Universidade Nilton Lins.  Atualmente, 146 vagas são ofertadas em oito cursos de nível de Mestrado.

Os demais programas do Inpa são: Biologia de Água Doce e Pesca Interior (PPG-Badpi); Genética, Conservação e Biologia Evolutiva (PPG-GCBEv); Entomologia (PPG-ENTO); Ecologia (PPG-ECO); Botânica (PPG-BOT); Agricultura no Tropico Úmido (PPG-ATU) e Ciências de Florestas Tropicais (PPG-CFT); Gestão de Áreas Protegidas na Amazônia (PPG-MPGAP/ Mestrado Profissionalizante). Dos cursos oferecidos pelo Inpa, apenas o PPG-AT U e o MPGAP são apenas em nível de mestrado.

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