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Invasores são retirados de Área de Proteção Ambiental na Zona Norte de Manaus

A apropriação indevida do espaço aconteceu na madrugada desta quarta-feira (7), os invasores alegam que precisam do terreno porque não possuem moradia e o lugar está sendo usado para a prática de crimes. Homens da Polícia Militar do Amazonas e Secretária Municipal de Meio Ambiente estão na APP para realizar a reintegração de posse 11/08/2013 às 16:04
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Nesta manhã moradores continuavam desmatando a área para a construção de barracos
acritica.com* Manaus, AM

A área de Preservação Ambiental (APP) localizada no bairro Colônia Terra Nova II, na Zona Norte de Manaus, invadida na madrugada desta quarta-feira (7) por aproximadamente cem pessoas será desocupada ainda nesta tarde. Homens da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Policiamento Ambiental e Secretária Municipal de Meio Ambiente (Semmas) realizaram a reintegração de posse do local, que é protegido pela Lei 6.902, de 27 de abril de 1981.

Foram destacados para a ação quatro viaturas do Batalhão Ambiental, cinco viaturas da Rocam, duas retroescavaderas da Semmas, além de duas outras viaturas também da secretaria. Os invasores alegam que não possuem moradia e o local estava abandonado, servindo de esconderijo para usuários de drogas e desova de corpos. A área é uma APP.

A equipe de reportagem de ACRITICA.COM esteve no local, que fica situado por trás da fábrica da Coca-Cola, e os moradores continuavam desmatando a área para a construção de barracos e realizando a demarcação dos lotes de terra. Durante o período da manhã, nenhum policial ou responsável pelos órgãos ambientais esteve no local. Já pela tarde, Batalhão Ambiental e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) começaram a desocupação da área.

Outras invasões
A Semmas e o Batalhão Ambiental retiraram cerca de 21 casas construídas em área de preservação permanente e área verde nas Zonas Norte e Leste de Manaus na terça-feira (6).

O trabalho foi realizado após a confirmação de que todas as construções estavam situadas em áreas de proteção ambiental, oferecendo inclusive riscos para quem viesse a ocupá-las. As ações se concentraram no Loteamento Parque das Garças, na Cidade Nova, e nas comunidades América do Sul e Rio Piorini. As áreas já vinham sendo monitoradas e os ocupantes orientados a deixar os locais.

No Parque das Graças, foram retiradas dez casas, sendo nove de madeira e uma de alvenaria, construídas na APP do Igarapé do Geladinho, às margens da Rua Lírio das Índias. Na comunidade América do Sul, foram sete casas de alvenaria e duas de madeira, situadas às margens do Igarapé do Passarinho. No Rio Piorini, foram demolidos dois barracos de madeira.

De janeiro até agora, a Semmas realizou o monitoramento de 29 focos de invasão, entre os quais alguns reincidentes, como na Área de Preservação Permanente (APP) do igarapé que corta o Loteamento Nobre e o Conjunto Buriti II, no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte de Manaus. A área está sendo reocupada pela terceira vez, somente este ano. De acordo com a diretora de Fiscalização da Semmas, Regina Cerdeira, é necessária uma ação integrada entre os órgãos de fiscalização ambiental e de polícia para desarticulação dessa indústria da invasão e seus responsáveis sejam identificados e punidos.

Confira mais informações na edição do jornal A Crítica desta quinta-feira (8)

*Com informações da assessoria de imprensa da Semmas


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