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Invasores têm até esta segunda-feira (2) para sair de terreno na Manoel Urbano

Segundo o cacique Sabá Castilho Kukema, as famílias não vão sair do local até que a justiça entre em um acordo com os índigenas 02/09/2013 às 14:00
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De acordo com a Polícia, o terreno invadido pertence a uma igreja evangélica
Bruna Souza Manaus, AM

Termina nesta segunda-feira (2) o prazo para a saída dos invasores de um terreno localizado no KM 5 da rodovia Manoel Urbano (que liga Manaus aos municípios de Iranduba e Manacapuru). Índios das etnias Sateré-Mauwé, Mundurucu, Mura, Miranha e Apurinã, além de brancos ocupam o local e se recusam a sair. O líder da invasão afirma que as famílias vão permanecer na área de cinquenta mil metros quadrados até que um acordo seja firmado com a justiça federal.

Na tarde da sexta-feira (30), uma liminar da justiça de reintegração de posse foi concedida e dava um prazo de 72 horas para a saída dos invasores em favor dos proprietários: grande parte da área pertence à igreja Assembleia de Deus do Amazonas e a outra à União. Na ocasião, o prefeito de Iranduba Xinaik Medeiros reafirmou a vontade da gestão municipal na desapropriação do terreno.

Segundo o cacique Sabá Castilho Kukema, as famílias não vão sair do local até que a justiça entre em um acordo com os indígenas. O cacique afirmou ainda que representantes da prefeitura de Iranduba estiveram no terreno apenas para expulsar os invasores. “Em nenhum momento eles quiseram negociar ou mostraram propostas para resolver o impasse. Nós vamos permanecer aqui, até que isso seja resolvido da melhor forma possível”, declarou.

De acordo com o comandante do 8º Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), major Marcos Santiago, a polícia do município aguarda um posicionamento do Comando Geral da Polícia Militar para a ação de reintegração de posse. Uma reunião deve ser realizada ainda nesta semana para verificação de todos os detalhes para realização do cumprimento da liminar.

#Colaborou da repórter Carolina Silva do jornal A Crítica

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