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IPAAM determina a retirada das telas de proteção de palmeiras em frente a condomínio

Também foram recolhidos vários corpos dos animais para serem necropsiados, a fim de ser descoberta a causa das mortes de 200 periquitos 02/12/2014 às 20:02
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Uma equipe do Corpo de Bombeiros fez a retirada das telas das palmeiras
Nelson Brilhante ---

Por determinação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), o Corpo de Bombeiros retirou na tarde desta terça-feira (2), as telas que envolviam as palmeiras, em frente ao condomínio Ephigênio Salles, zona Centro-Sul de Manaus, cenário de uma mortandade de periquitos na última quinta-feira. Um dia antes o órgão já havia recolhido amostras das telas para serem examinadas no laboratório da Universidade Federal de Campina Grande (PE). Também foram recolhidos vários corpos dos animais para serem necropsiados, a fim de ser descoberta a causa das mortes em massa.

De acordo com a gente de fauna do IPAAM, Sônia Canto, a retirada das telas, colocadas pelo condomínio desde 2011, devolve parte do habitat natural a milhares de periquitos, além de preservar as 20 palmeiras imperiais, cujas folhas que já estavam em estado de deteriorização.

“Primeiro, o condomínio tinha autorização de entidades oficiais para a colocação de telas. Mas, a partir do momento em que essa atitude passa a ferir a Lei 5.197, que proíbe, entre outras coisas, a modificação de abrigos naturais de animais, temos que agir”, disse a diretora.

Quanto à morte dos pássaros, o IPAAM reitera que, descobertos os culpados pelas mortes, serão punidos com multas que vão de R$ 500 a R$ 5 mil. Até ontem, não havia sido descoberto nenhum culpado pela morte dos passarinhos.

A retirada das telas foi acompanhada pela professora Talita Carvalho, pela ativista Valéria Menezes e pela bióloga Fabíola Firmino. As três encabeçaram, pelas redes sociais, uma campanha chamando à atenção da sociedade para o crime ambiental, supostamente cometido em frente ao conjunto Ephigênio Salles. O movimento provocou manifestações populares sexta-feira e domingo, em frente ao referido condomínio.

De acordo com a bióloga Fabíola Firmino, embora ainda não haja culpados, é descartada qualquer possibilidade da morte em massa dos passarinhos ter sido por causa natural. “Mais de 200 aves não morrem de uma só vez, sem que haja uma ação criminosa, mas não vou ser leviana de acusar alguém sem que haja provas. Entretanto, tenho quase certeza que foi efeito tóxico”, aposta a bióloga.


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