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Ipaam investiga causa da morte ‘em massa’ de 200 periquitos em avenida de Manaus

Supostamente envenenados, centenas de pássaros foram encontrados mortos em calçamento e asfalto de avenida da capital, próximo a árvores palmeiras. Agentes ambientais recolheram 40 animais para exames 28/11/2014 às 15:05
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Cerca de 200 periquitos morreram de uma vez só
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

Dos 200 periquitos encontrados mortos de uma vez só em via pública de Manaus, na avenida Efigênio Sales, Zona Centro-Sul, na tarde de quinta-feira (27), 40 foram recolhidos por agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para passarem por exames toxicológicos que constatarão a causa da morte “em massa”.

Da espécie brotogeres versicolurus, os pássaros provavelmente sofreram envenenamento – ou de maneira criminal causada por pessoas ou naturalmente motivado por intoxicação com alimentos, ou morreram por vírus ou praga. A causa da morte só poderá ser conhecida após o resultado dos exames toxicológicos.

Atualmente, as 40 aves mortas e recolhidas para testes estão armazenadas no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ipaam confirmou que 200 pássaros tenham morrido de uma vez só na tarde de ontem na avenida Efigênio Sales, muitos deles foram, inclusive, amassados por veículos que passavam na via.


Segundo a assessoria de imprensa do Ipaam, os agentes ambientais estão à procura de um instituto ou laboratório que possa fazer o teste toxicológico, já que o próprio órgão não possui recursos para promover os exames. Após a constatação da causa mortis pelo exame, poderá ser aberta uma investigação sobre o caso. Não há prazo para isso acontecer.

Condomínio

A morte “em massa” das aves ocorreu em frente ao residencial Ephigênio Salles, onde estão plantadas árvores palmeiras imperiais em que os periquitos geralmente ficavam e se alimentavam. Em 2012, moradores desse condomínio instalaram telas de proteção nas copas das palmeiras para impedir a presença dos periquitos.

Na época, moradores “protegeram” as copas das árvores porque a presença dos pássaros em grande quantidade poderia destruir as plantas imperiais. Conforme pesquisadores do Inpa, também em 2012, as palmeiras não são nativas da Amazônia, e só eram usadas como proteção pelos periquitos porque estavam na rota de deslocamento deles.


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