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Amazônia
PERIGO

IPAAM resgata gavião-carijó com asas cortadas por linha de cerol

O gavião-carijó foi encaminhado para o Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, onde está sendo tratado dos ferimentos; linhas são perigosas para diversos animais 28/10/2016 às 11:26
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Animal estava com duas asas cortadas e preso em linhas com cerol (Foto: Divulgação)
acritica.com* Manaus (AM)

A gerência de fauna do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) resgatou na quarta-feira, (26) um gavião-carijó na área verde de uma empresa no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste de Manaus.

Os funcionários da empresa entraram em contato com o IPAAM ao perceber que o animal estava extremamente debilitado. Ao chegarem ao local, os analistas de fauna do IPAAM constaram que o animal estava com duas asas cortadas e preso em linhas com cerol.  

O gavião-carijó foi encaminhado para o Refúgio da Vida Silvestre Sauim-Castanheiras, onde está sendo tratado dos ferimentos causados pela linha de cerol.  

Desde 2013, o IPAAM vem efetuando o resgate de animais silvestres. Em 2014, a Gerência de Fauna resgatou 517 animais; em 2015 foram 602; e até o final se setembro de 2016 já foram resgatados 390 animais silvestres.

O IPAAM alerta sobre os perigos da linha de cerol aos animais silvestres da área urbana. “Conforme verificado durante esses anos, temos recebido solicitações de resgate de várias espécies de aves vítimas de cerol. Quando estas linhas são cortadas, elas ficam presas nas árvores e transformam-se em verdadeiras armadilhas, causando na maioria das vezes um ferimento tão grave que leva a amputação de uma ou de ambas as asas das aves. Esses traumas impedem que os animais retornem a natureza gerando um impacto sobre a fauna local”, explicou o gerente de Fauna do IPAAM, o biólogo Marcelo Garcia. 

“Mesmo as aves silvestres que vivem nas áreas urbanas possuem importância na vida das pessoas como exemplo algumas espécies de corujas que se alimentam de ratos, que são transmissores de várias doenças”, completa o biólogo.

As espécies mais atingidas pela linha de cerol são Rupornis magnirostris (gavião-carijó), Pulsatrix perspicillata (murucututu) e Geotrygon montana (pariri).

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