Publicidade
Amazônia
Amazônia

Justiça determina medidas urgentes em relação à saúde indígena no Alto Rio Negro

Ações de emergência em aldeia com surto de virose e contratação de nove médicos para atender a região são alguns dos pedidos feitos pelo MPF/AM e atendidos pela Justiça 04/02/2013 às 17:38
Show 1
Aldeia hupda em São Gabriel da Cachoeira, onde surto de virose matou duas crianças em janeiro
ACRITICA.COM ---

Os indígenas hupda, da comunidade Taracuá-Igarapé, localizada em São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros a noroeste de Manaus), deverão receber visitas diárias e semanais de profissionais de saúde até que se encerre o surto de virose que já vitimou duas crianças e deixou pelo menos outras 13 pessoas da etnia doentes.

A determinação é um dos pontos da decisão liminar concedida pela Justiça Federal, a partir de pedido urgente do Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), em que o órgão relatou a gravidade da atual situação dos mais de 30 mil indígenas da região do Alto Rio Negro.
 
No último dia 25 de janeiro, o portal acrítica.com publicou matéria sobre as mortes de duas crianças da etnia hupda devido ao surto de virose. A matéria foi anexada ao pedido de providências à justiça que o MPF/AM enviou no último dia 30 de janeiro à justiça.
 
A decisão liminar inclui, ainda, a determinação à União para que adote medidas urgentes em relação ao atendimento de saúde indígena em toda a região abrangida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI Alto Rio Negro). Em acordo com o solicitado pelo MPF/AM, a Justiça determinou a contratação de mais nove médicos para atuar na região no prazo de 60 dias.

Também foi ordenada a criação de um canal de comunicação avançado com todas as aldeias em que há agentes indígenas de saúde, para tornar mais rápido o deslocamento de pacientes e evitar mais mortes por demora no atendimento aos doentes.
 
O pedido de providências à Justiça foi apresentado pelo MPF/AM no último dia 30 de janeiro, como parte da  Ação Civil Pública nº 7111-24.2010.4.01.3200, ajuizada pelo órgão em junho de 2010. Diante de novos fatos demonstrando a precariedade do atendimento em saúde na região, inclusive com relato de mais mortes, o MPF/AM solicitou a reapreciação dos pedidos feitos na ação, que haviam sido negados anteriormente. A ação segue em tramitação na 1ª Vara Federal no Amazonas.
 
Viagem da equipe
 
Conforme a decisão liminar, a União também deverá promover deslocamentos mensais das equipes de odontólogos às aldeias e comunidades a partir de fevereiro de 2013, mediante o fornecimento de combustível e insumos suficientes, e providenciar a manutenção de estoque regular de combustível e de meios de transporte no DSEI Alto Rio Negro, para possibilitar o deslocamento das equipes e dos pacientes sempre que necessário.
 
Em caso de descumprimento, a Justiça Federal prevê a aplicação de multa diária que pode variar de R$ 10 mil a R$ 30 mil para cada item da decisão, contra a qual ainda cabe recurso.
 
Precariedade

O procurador da República Julio José Araujo Junior destacou que os problemas enfrentados pelos indígenas do Alto Rio Negro para ter acesso ao atendimento em saúde já são alvo de preocupação e atuação do MPF/AM desde 2010.

“Dessa vez, além dos relatos e informações que demonstram a urgência no atendimento dos povos indígenas da região, apresentamos documento em que um gestor do DSEI reconhece a precariedade do serviço prestado. Essa situação vem piorando, com mais e mais mortes a cada ano por demora ou absoluta falta de atendimento. O MPF não pode concordar com tanto descaso”, completou.
 
Para o procurador, as características geográficas do Amazonas e a distribuição populacional dos indígenas no Estado requerem atenção especial da União para a garantia da prestação mínima dos serviços de saúde indígena e não podem servir de desculpa para a má prestação do serviço.

“No caso das comunidades indígenas, que ficam distante dos centros urbanos da cidade, a maioria com acesso apenas via fluvial, é ainda mais difícil. Mas o DSEI possui meios e recursos para prestar o serviço de forma mais efetiva, o que não vem ocorrendo ”, disse.
 
Dia D

A preocupação do MPF com a situação da saúde indígena no Brasil motivou a realização, 10 de dezembro de 2012, do "Dia D da Saúde Indígena". A data foi marcada pelo ajuizamento de ações e expedições de recomendações pelas unidades do MPF em vários Estados para combater os problemas relacionados à saúde indígena.

No Amazonas, três ações civis públicas foram ajuizadas e 15 recomendações foram expedidas. Em duas das ações ajuizadas,  referentes ao abastecimento de medicamentos no próprio DSEI Alto Rio Negro e à reforma da Casa de Saúde do Índio de Lábrea, no sul do Estado, já tiveram os pedidos de liminar concedidos pela Justiça. A terceira ação aguarda decisão judicial.

indígenas hupda, da comunidade Taracuá-Igarapé, localizada em São Gabrielda Cachoeira (a 852 quilômetros a noroeste de Manaus), deverão receber visitasdiárias e semanais de profissionais de saúde até que se encerre o surto devirose que já vitimou duas crianças e deixou pelo menos outras 13 pessoas daetnia doentes. A determinação é um dos pontos da decisão liminar concedida pelaJustiça Federal, a partir de pedido urgente do Ministério Público Federal noAmazonas (MPF/AM), em que o órgão relatou a gravidade da atual situação dosmais de 30 mil indígenas da região do Alto Rio Negro.



No último dia 25 de janeiro, o portal acrítica.compublicou matéria sobre as mortes de duas crianças da etnia hupda devido aosurto de virose. A matéria foi anexada ao pedido de providências à justiça queo MPF/AM enviou no último dia 30 de janeiro à justiça.


A decisão liminar inclui, ainda, a determinação à União para que adotemedidas urgentes em relação ao atendimento de saúde indígena em toda a regiãoabrangida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI AltoRio Negro). Em acordo com o solicitado pelo MPF/AM, a Justiça determinou acontratação de mais nove médicos para atuar na região no prazo de 60 dias e acriação de um canal de comunicação avançado com todas as aldeias em que háagentes indígenas de saúde, para tornar mais rápido o deslocamento de pacientese evitar mais mortes por demora no atendimento aos doentes.


O pedido deprovidências à Justiça foi apresentado pelo MPF/AM no último dia 30de janeiro, como parte da  Ação Civil Pública nº 7111-24.2010.4.01.3200,ajuizada pelo órgão em junho de 2010. Diante de novos fatos demonstrando aprecariedade do atendimento em saúde na região, inclusive com relato de maismortes, o MPF/AM solicitou a reapreciação dos pedidos feitos na ação, quehaviam sido negados anteriormente, inclusive em recurso perante o TribunalRegional Federal da 1ª Região (TRF1), com pedido de medidas urgentes. A açãosegue em tramitação na 1ª Vara Federal no Amazonas.


Combustível e deslocamento de equipes –


Conforme a decisão liminar, a União também deverá promover deslocamentosmensais das equipes de odontólogos às aldeias e comunidades a partir defevereiro de 2013, mediante o fornecimento de combustível e insumossuficientes, e providenciar a manutenção de estoque regular de combustível e demeios de transporte no DSEI Alto Rio Negro, para possibilitar o deslocamentodas equipes e dos pacientes sempre que necessário.


Em caso de descumprimento, a Justiça Federal prevê a aplicação de multadiária que pode variar de R$ 10 mil a R$ 30 mil para cada item da decisão,contra a qual ainda cabe recurso.


Histórico de precariedade – O procurador da República JulioJosé Araujo Junior destacou que os problemas enfrentados pelos indígenas doAlto Rio Negro para ter acesso ao atendimento em saúde já são alvo depreocupação e atuação do MPF/AM desde 2010. “Dessa vez, além dos relatos einformações que demonstram a urgência no atendimento dos povos indígenas daregião, apresentamos documento em que um gestor do DSEI reconhece aprecariedade do serviço prestado. Essa situação vem piorandosignificativamente, com mais e mais mortes de indígenas a cada ano por demoraou absoluta falta de atendimento. O MPF não pode concordar com tanto descaso eseguirá firme na defesa dos direitos desses povos”, completou.


Para o procurador, as características geográficas do Amazonas e adistribuição populacional dos indígenas no Estado requerem atenção especial daUnião para a garantia da prestação mínima dos serviços de saúde indígena e nãopodem servir de desculpa para a má prestação do serviço. “No caso dascomunidades indígenas, que ficam distante dos centros urbanos da cidade, amaioria com acesso apenas via fluvial, é ainda mais difícil. Mas o DSEI possuimeios e recursos para prestar o serviço de forma mais efetiva, o que não vemocorrendo ”, disse.


Dia D da Saúde Indígena – A preocupação do MPF com asituação da saúde indígena no Brasil motivou a realização, 10 de novembro de2012, do 'Dia D daSaúde Indígena'. A data foi marcada pelo ajuizamento de ações eexpedições de recomendações pelas unidades do MPF em vários Estados paracombater os problemas relacionados à saúde indígena. No Amazonas, três açõescivis públicas foram ajuizadas e 15 recomendações foram expedidas. Em duas dasações ajuizadas,  referentes ao abastecimentode medicamentos no próprio DSEI Alto Rio Negro e à reforma daCasa de Saúde do Índio de Lábrea, no sul do Estado, já tiveram ospedidos de liminar concedidos pela Justiça. A terceira ação aguardadecisão judicial.




indígenas hupda, da comunidade Taracuá-Igarapé, localizada em São Gabrielda Cachoeira (a 852 quilômetros a noroeste de Manaus), deverão receber visitasdiárias e semanais de profissionais de saúde até que se encerre o surto devirose que já vitimou duas crianças e deixou pelo menos outras 13 pessoas daetnia doentes. A determinação é um dos pontos da decisão liminar concedida pelaJustiça Federal, a partir de pedido urgente do Ministério Público Federal noAmazonas (MPF/AM), em que o órgão relatou a gravidade da atual situação dosmais de 30 mil indígenas da região do Alto Rio Negro.




No último dia 25 de janeiro, o portal acrítica.compublicou matéria sobre as mortes de duas crianças da etnia hupda devido aosurto de virose. A matéria foi anexada ao pedido de providências à justiça queo MPF/AM enviou no último dia 30 de janeiro à justiça.


A decisão liminar inclui, ainda, a determinação à União para que adotemedidas urgentes em relação ao atendimento de saúde indígena em toda a regiãoabrangida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Alto Rio Negro (DSEI AltoRio Negro). Em acordo com o solicitado pelo MPF/AM, a Justiça determinou acontratação de mais nove médicos para atuar na região no prazo de 60 dias e acriação de um canal de comunicação avançado com todas as aldeias em que háagentes indígenas de saúde, para tornar mais rápido o deslocamento de pacientese evitar mais mortes por demora no atendimento aos doentes.


O pedido deprovidências à Justiça foi apresentado pelo MPF/AM no último dia 30de janeiro, como parte da  Ação Civil Pública nº 7111-24.2010.4.01.3200,ajuizada pelo órgão em junho de 2010. Diante de novos fatos demonstrando aprecariedade do atendimento em saúde na região, inclusive com relato de maismortes, o MPF/AM solicitou a reapreciação dos pedidos feitos na ação, quehaviam sido negados anteriormente, inclusive em recurso perante o TribunalRegional Federal da 1ª Região (TRF1), com pedido de medidas urgentes. A açãosegue em tramitação na 1ª Vara Federal no Amazonas.


Combustível e deslocamento de equipes –


Conforme a decisão liminar, a União também deverá promover deslocamentosmensais das equipes de odontólogos às aldeias e comunidades a partir defevereiro de 2013, mediante o fornecimento de combustível e insumossuficientes, e providenciar a manutenção de estoque regular de combustível e demeios de transporte no DSEI Alto Rio Negro, para possibilitar o deslocamentodas equipes e dos pacientes sempre que necessário.


Em caso de descumprimento, a Justiça Federal prevê a aplicação de multadiária que pode variar de R$ 10 mil a R$ 30 mil para cada item da decisão,contra a qual ainda cabe recurso.


Histórico de precariedade – O procurador da República JulioJosé Araujo Junior destacou que os problemas enfrentados pelos indígenas doAlto Rio Negro para ter acesso ao atendimento em saúde já são alvo depreocupação e atuação do MPF/AM desde 2010. “Dessa vez, além dos relatos einformações que demonstram a urgência no atendimento dos povos indígenas daregião, apresentamos documento em que um gestor do DSEI reconhece aprecariedade do serviço prestado. Essa situação vem piorandosignificativamente, com mais e mais mortes de indígenas a cada ano por demoraou absoluta falta de atendimento. O MPF não pode concordar com tanto descaso eseguirá firme na defesa dos direitos desses povos”, completou.


Para o procurador, as características geográficas do Amazonas e adistribuição populacional dos indígenas no Estado requerem atenção especial daUnião para a garantia da prestação mínima dos serviços de saúde indígena e nãopodem servir de desculpa para a má prestação do serviço. “No caso dascomunidades indígenas, que ficam distante dos centros urbanos da cidade, amaioria com acesso apenas via fluvial, é ainda mais difícil. Mas o DSEI possuimeios e recursos para prestar o serviço de forma mais efetiva, o que não vemocorrendo ”, disse.


Dia D da Saúde Indígena – A preocupação do MPF com asituação da saúde indígena no Brasil motivou a realização, 10 de novembro de2012, do 'Dia D daSaúde Indígena'. A data foi marcada pelo ajuizamento de ações eexpedições de recomendações pelas unidades do MPF em vários Estados paracombater os problemas relacionados à saúde indígena. No Amazonas, três açõescivis públicas foram ajuizadas e 15 recomendações foram expedidas. Em duas dasações ajuizadas,  referentes ao abastecimentode medicamentos no próprio DSEI Alto Rio Negro e à reforma daCasa de Saúde do Índio de Lábrea, no sul do Estado, já tiveram ospedidos de liminar concedidos pela Justiça. A terceira ação aguardadecisão judicial.



<!-- /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin-top:0cm; mso-para-margin-right:0cm; mso-para-margin-bottom:10.0pt; mso-para-margin-left:-14.2pt; line-height:115%; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin;}-->
Publicidade
Publicidade