Domingo, 08 de Dezembro de 2019
ENCHENTE

Superando níveis de dois anos, cheia do Rio Negro dá sinais de lentidão

No início de abril, rio chegou a encher sete centímetros ao dia, porém desde semana passada o crescimento tem sido de dois centímetros diariamente. Mais de 10 mil famílias foram afetadas em municípios



cheia.JPG Águas avançam para dentro da cidade conforme o rio Negro sobe (Foto: Evandro Seixas)
25/04/2017 às 12:36

A cheia do rio Negro começou a dar sinais de lentidão, mas, de acordo com o Serviço Geológico do Brasil, ainda é preciso acompanhar o comportamento das águas para definir os impactos que a enchente deste ano poderá causar em Manaus.

No início do mês, o Negro chegou a encher sete centímetros ao dia, mas desde a semana passada as águas subiram numa média de dois centímetros diariamente. Mesmo assim, o nível do rio, que ontem atingiu 28,07m, já é maior que os níveis alcançados no mesmo período dos dois últimos anos, indicando uma grande cheia. Em 2012, quando o Negro teve sua cheia recorde, o nível da água chegou a 28,90m na mesma data.



A gerente de hidrologia do CPRM, Jussara Cury, explicou que todas as bacias dos rios da região estão enchendo de forma mais lenta, exceto a calha do Purus, que começou a vazar. “Mas ainda é cedo para falarmos algo mais concreto porque ainda está chovendo bastante do Peru e toda essa água influencia diretamente no comportamento das águas dos nossos rios”, disse.

Vazante mais cedo

De acordo com ela, assim como há uma expectativa de que a cheia deste ano seja considerada de grandes proporções, há também uma possibilidade de a vazante iniciar mais cedo que o previsto. “Os rios começaram a encher mais cedo devido a grande quantidade de chuva nas calhas e agora percebemos que a subida está estabilizando. Mas ainda temos dois meses para acompanhar e é possível que, no início de junho, tenhamos um cenário diferente do que estamos acostumados, com o rio vazando mais cedo”, explicou a gerente de hidrologia, ao destacar que o comportamento dos rios é dinâmico.

Segundo alerta

Na próxima terça-feira, às 10h, o CPRM vai divulgar o segundo alerta de cheia, na sede do órgão, na avenida André Araújo, no Aleixo, na Zona Centro-Sul. O alerta é importante para ajudar os órgãos municipais e estaduais a traçar estratégias para minimizar os impactos da enchente na região.

O primeiro alerta divulgado pelo CPRM no mês passado indicou que o Negro deve atingir 29,95 metros, dois centímetros a menos da maior cheia registrada nos últimos anos. Por conta disso, a Defesa Civil do Município acredita que pelo menos 15 bairros sejam atingidos com a cheia de 2017.

Municípios do interior

De acordo com a Defesa Civil do Estado, atualmente seis municípios estão em situação de emergência por causa da cheia. Na calha do Juruá, os municípios afetados são Guajará, Ipixuna, Eirunepé, Itamarati e Carauari, e na calha do Purus, apenas o município de Canutama.

Ajuda humanitária

Nesta terça-feira, o município de Ipixuna recebeu 500 toneladas em ajuda humanitária. De acordo com a Defesa Civil, Ipixuna tem 1.651 famílias afetadas. Agora, Carauari está na lista de atendimento da Defesa Civil, que já prepara as ações de socorro.

Outros 16 municípios estão em situação de alerta e 18 e situação de atenção. Os municípios de Manacapuru e Tefé estão em situação de emergência por deslizamento de terra.


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